Sistemas de informação
aplicados a logística
Introdução
Este resumo serve como material de apoio ao curso de Técnico Subsequente em Logística na Modalidade Presencial, portanto, o enfoque desta disciplina é Sistemas de informação aplicados a logística. Não se trata de um curso de Tecnologia da Informação (TI), nem de “informática”, computação ou de qualquer outra especialização técnica da área, mas sim, dos efeitos da aplicação da tecnologia da informação, ou da informatização dos processos nas decisões administrativas e gerenciais de uma organização no setor logístico.
Entretanto, não podemos discorrer sobre um processo de informatização sem entender a terminologia e as características de algumas tecnologias históricas e atuais, e mesmo de conceitos existentes na área da computação.
O objetivo é que o aluno entenda todo o processo de sistemas de informação no setor de logística para poder atuar nas grandes empresas.
1. Historia do computador
Nota: esse processo desencadeou uma revolta popular, pois temia-se que ele gerasse desemprego nas tecelagens.
1801 o tecelão francês, Joseph-Marie Jacquard, construiu uma máquina de tear comandada por cartões (ou placas) perfurados e enfileirados.
Com a utilização de placas perfuradas era possível controlar teares, que passavam a fazer desenhos préestabelecidos.
Dessa forma, Jacquard criava o que podemos considerar o primeiro sistema de armazenamento de informações para automação de funções.
1834 Charles Babbage inventava a Máquina Analítica (o projeto nunca foi concluído durante a vida de Babbage, devido às constantes inovações introduzidas).
Essa máquina possuía dispositivos de entrada para ler cartões perfurados com instruções a serem executadas.
Além disso, possuía unidade de memória na qual se guardavam informações para uso futuro e também um dispositivo de impressão de cartões.
Por esse projeto, Babbage é considerado, por muitos, o Pai do Computador.
Herman Hollerith, nos Estados Unidos, inventou uma máquina para auxiliar na tabulação dos dados do censo americano de 1890.
Com essa máquina os dados do censo americano foram processados em apenas seis semanas. O censo anterior havia consumido sete anos, utilizando o processo tradicional.
Hollerith foi o fundador da Tabulating Machine Company em 1826. Essa empresa cresceu e passou a chamar-se InternationalvBusiness Machines ou IBM.
1946 nos EUA surgia o ENIAC (Eletronic Numeric Integrator Analyser and Computer).
Ele contava com 18.000 válvulas, 10.000 capacitores, milhares de relês e resistores, além de milhares de quilômetros de fios e cabos.
O ENIAC ocupava 170 m, pesava 30 ton e conseguia efetuar 5000 operações por segundo, tendo sido projetado originalmente para cálculos de trajetórias de mísseis.
A evolução do computador 1968 Ted Hoff e seu time na Intel iniciam o desenvolvimento de um chip com 2.300 transistores em uma área de 3 x 4 mm.
Em 1971 é lançado comercialmente o Intel 4004
Com o avanço da indústria eletrônica, os circuitos integrados passaram a ser mais poderosos e mais baratos.
Em meados dos anos 1970 já era razoavelmente comum a utilização de calculadoras eletrônicas em cursos técnicos, por exemplo.
Em 1975 surgia o que podemos chamar de o primeiro microcomputador, produzido pela MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems).
O Altair 8800 podia ser encontrado tanto em kits para montar quanto já montado.
Com o lançamento do Altair 8800, Gates e Allen resolvem desenvolver uma versão do Basic (linguagem de programação) para ele.
Tendo sido aceitos para desenvolver a primeira linguagem de programação para o primeiro microcomputador, Gates larga Harvard e junto com Paul Allen funda a Microsoft.
Em 1976 Steve Wozniak e Steve Jobs lançavam o Apple, construído na garagem dos pais de Jobs.
Apple I - 1976
Apple II e II plus 1977 e 1979
Apple III e III plus1980
O Apple II foi um enorme sucesso comercial.
Em 1981 a IBM lançava o PC (Personal Computer), um microcomputador com maior capacidade de processamento do que o Apple II.
A Microsoft convenceu a IBM a adotar o seu sistema operacional DOS como uma das opções para o IBM-PC.
Fonte: Côrtes (2008)
1.2 Logística
Na sua origem, o conceito de Logística esteve ligado à operações militares de distribuição de suprimentos, transporte e armazenagem de materiais utilizados na guerra, e transporte de efetivos militares até o campo de batalha.
Segundo Ballou, “a logística no ambiente empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivo para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos” (1993, p. 17).
Mais recentemente, um novo conceito surgiu, a Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management), mais abrangente que a Logística Empresarial porque envolve a integração com os processos dos fornecedores da empresa, ou seja, “o longo caminho que se estende desde as fontes de matéria-prima, passando pelas fábricas dos componentes, pela manufatura do produto, pelos distribuidores, e chegando finalmente ao consumidor através do varejista” (NOVAES, 2001, p. 38).
Nesse contexto, as empresas procuram obter um alto nível de desempenho e redução significativa de custos. Para tanto, a Tecnologia da Informação (TI) é utilizada em larga escala e adquire importância sem precedentes, aperfeiçoando os processos de produção, distribuição, transporte, comunicação, comércio e finanças.
1.3 TI e Logística
O termo Tecnologia da Informação (TI) serve para designar o conjunto de recursos tecnológicos (hardwares, seus dispositivos e periféricos; softwares e seus recursos; rede de telecomunicação; sistemas de gerenciamento de dados e informações) utilizados para dar suporte para a geração e uso da informação.
Máquina (Hardware)
É um conjunto de circuitos elétricos (placas de circuitos integrados), processadores, chips, memórias, e dispositivos mecânicos de armazenamento de dados, que juntos constituem o que chamamos de computador, servidor, impressora, ou qualquer outro item funcional. Em uma organização, as máquinas centrais, onde estão centralizadas as informações, dados de usuários e sistemas, são denominadas de servidores.
Programa (Software)
É o conjunto de instruções que são escritas e concatenadas de maneira lógica pelos programadores, afim de resultar em ambiente de interação entre as máquinas e os humanos. Podem ser chamados de aplicativos ou sistemas, e normalmente possuem telas para entrada de dados e interação com os usuários. Realizam tarefas para as quais foram programados.
Linguagem de programação
É uma maneira lógica e formal empregada na elaboração de um programa. Existem diversas linguagens de programação, e cada uma possui comandos específicos. Os comandos devem seguir normas de escrita e de concatenação lógica que também são específicas de cada linguagem. Exemplos: HTML, C, PHP, JAVA, PASCAL, VISUAL BASIC, entre outras.
Código Fonte
É programa no seu estado não executável, onde é possível ler os comandos e a lógica escrita pelo programados na linguagem de programação em que foi concebido. Este é um exemplo de código fonte de uma página web (fonte: http://www.google.com.br) escrito na linguagem HTML e JavaScript:
<html><head><meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=UTF-8"> <title>Google</title><style><!--body,td,a,p,.h{font-family:arial,sans-serif;}.h{font-size: 20px;}.q{color:#0000cc;}//--></style><script><!-- function sf(){document.f.q.focus();} functionrwt(el,ct,cd,sg){el.href="/url?sa=t&ct="+escape(ct)+"&cd="+escape(cd)+"&url="+escape(el.href).replace(/\+/g,"%2B")+"&ei=5Jo5Q5GBHsj8aMikrPkI"+sg;el.onmousedown="";return true;}// --></script></head><body bgcolor=#ffffff text=#000000 link=#0000cc vlink=#551a8b alink=#ff0000 onLoad=sf() topmargin=3 marginheight=3><center><img src=/logos/7th_birthday.gif width=296 height=116 order=0 alt="Google's 7th Birthday" title="Google's 7th Birthday"><br><br><form action=/search name=f><script><!--function qs(el){if(window.RegExp&&window.encodeURIComponent) {var ue=el.href;varqe=encodeURIComponent(document.f.q.value);if(ue.indexOf("q=")!=-1){el.href=ue.replace(newRegExp("q=[^&$]*"),"q="+qe);}else{el.href=ue+"&q="+qe;}}return 1;}// --></script><table border=0 cellspacing=0 cellpadding=4><tr><td nowrap><font size=-1><b>Web</b> <a id=1a class=qhref="/imghp?hl=pt-BR&tab=wi"onClick="return qs(this);">Imagens</a> <a id=2a class=qhref="http://groups.google.com.br/grphp?hl=pt-BR&tab=wg" onClick="return qs(this);">Grupos</a> <a id=3a class=qhref="/dirhp?hl=pt-BR&tab=wd" onClick="returnqs(this);">Diretório</a> </font></td></tr></table><table cellspacing=0cellpadding=0><tr><td width=25%> </td><td align=center><input type=hidden name=hl value=pt-BR><input maxLength=256 size=55name=q value=""><br><input type=submit value="Pesquisa Google" name=btnG><input type=submit value="Estou com sorte"name=btnI></td><td valign=top nowrap width=25%><font size=-2> <a href=/advanced_search?hl=pt-R>Pesquisaavançada</a><br> <a href=/preferences?hl=pt-BR>Preferências</a><br> <a href=/language_tools?hl=pt-BR>Ferramentas de idiomas</a></font></td></tr><tr><td colspan=3 align=center><font size=-1>Pesquisar: <input id=all type=radio name=meta value="" checked><label for=all> a web</label><input id=lgr type=radio name=meta value="lr=lang_pt" ><label for=lgr> páginas emportuguês</label><input id=cty type=radio name=meta value="cr=countryBR" ><label for=cty>páginas doBrasil</label></font></td></tr></table></form><br><br><font size=-1><a href=/intl/pt/ads/>Soluções de publicidade</a> - <a href=/intl/pt-BR/about.html>Tudo sobre o Google</a> - <a href=http://www.google.com/ncr>Google.com in English</a></font><p><font size=-2>©2005 Google</font></p></center></body></html>
O Código acima, quando executado pelo navegador (Internet Explorer, Firefox,
etc...) fica como demonstrado na Figura.
Ao desenvolver um sistema, a organização pode negociar ficar em poder do
código fonte. Somente com o código fonte em mãos, será possível realizar
alterações no sistema.
Executável Binário
Em alguns casos, para ser executado, o código fonte passa por um processo
denominado compilação, onde é transformado em um arquivo, no qual não se
pode mais enxergar o código fonte. Este arquivo pode ser executado pela
máquina. Na maioria dos casos os programas que executamos (Ex. Word,
Excel, OpenOffice, Mozilla, Internet Explorer, etc...) são arquivos binários.
Sistema
Em informática, é o termo utilizado para designar um conjunto de programas
escritos e compilados de tal maneira que atuam em conjunto para tornar as
máquinas (computadores ou servidores) funcionais e interativas, tanto entre si
como com os seres humanos. É um termo comumente utilizado para se referir
a um programa de computador que possua uma finalidade específica.
willinhares.blogspot.com.br 8
Sistema Operacional
É o programa para computador responsável por tornar o computador utilizável,
pois estabelece uma interface entre a máquina e o humano, e também entre a
máquina e outros programas. Controla os dispositivos, tais como teclado, disco
rígido, mouse, leitor de CD, etc... Exemplos: LINUX, UNIX, McOS, Windows.
Rede de Computadores
É uma tecnologia que permite interligar os computadores de maneira que
possam transferir dados entre eles, ou permitir a um computador acessar
serviços localizados em outro computador. Por exemplo, em uma rede
podemos ter vários computadores e apenas um impressora, e através desta
rede podemos permitir que todos os computadores imprimam nesta
impressora, a qual esta compartilhada por um único computador da rede. Este
computador que possui a impressora e permite que os outros imprimam nela
está atuando como servidor do serviço de impressão. Atualmente ma maioria
das redes utilizam-se cabos de cobre para a conexão entre os computadores
(ver Cabeamento Estruturado).
Cabeamento Estruturado
É um método de instalação dos cabos que interligam computadores em uma
rede interna ( localizada em um mesmo prédio), permitindo que os mesmos
possam ser utilizados tanto para computadores como para telefones, e
permitindo uma grande flexibilidade ao ocorrer remanejamento de ramais ou
computadores.
Entende-se por cabeamento estruturado aquele que é projetado de modo a
prover uma infraestrutura que permita evolução e flexibilidade para serviços de telecomunicações, sejam de voz, dados, imagens, sonorização, controle de iluminação, sensores de fumaça, controle de acesso, sistema de segurança, controles ambientais (ar-condicionado e ventilação) e considerando-se a quantidade e complexidade destes sistemas, é imprescindível a implementação de um sistema que satisfaça às necessidades iniciais e futuras em telecomunicações e que garanta a possibilidade de reconfiguração ou mudanças imediatas, sem a necessidade de obras civis adicionais.
Até o final dos anos 80 todos os sistemas de cabeamento serviam apenas a uma aplicação, ou sejam eram sistemas dedicados, estes sistemas eram sempre associados à um grande fabricante, que mantinha um tipo de processamento centralizado, isto gerava um grande problema, caso houvesse necessidade de migrar-se de uma aplicação para outra, abandonava-se o sistema antigo, e instalava-se um novo sistema, gerando um acumulo de cabos, terminações e equipamentos ociosos. As taxas de transmissão estavam limitadas ao no máximo 16MB/s.
No início de 1985, preocupadas com a falta de uma norma que determinasse parâmetros das fiações em edifícios comerciais, os representantes das indústrias de telecomunicações e informática solicitaram para a CCIA – Computer Communication Industry Association, que fornecesse uma norma que abrangesse estes parâmetros, ela solicitou então para a EIA – Electric Industry Association, o desenvolvimento desta norma, em julho de 1991 saía a 1ª versão da norma publicada como EIA/TIA 568, e subseqüentemente, vários boletins técnicos foram sendo emitidos e incorporados a esta norma. Em janeiro de 1994, foi emitido a norma que perdura até hoje e que saiu como EIA/TIA 568 A, sua versão foi atualizada em 2000.
Um sistema de cabeamento estruturado permite o tráfego de qualquer tipo de sinal elétrico de áudio, vídeo, controles ambientais e de segurança, dados e telefonia, convencional ou não, de baixa intensidade, independente do produto adotado ou fornecedor.
Este tipo de cabeamento, possibilita mudanças, manutenções ou implementações de forma rápida, segura e controlada, ou seja toda alteração do esquema de ocupação de um edifício comercial é administrada e documentada seguindo-se um padrão de identificação que não permite erros ou dúvidas quanto aos cabos, tomadas, posições e usuários.
Para estas características sejam conseguidas, existem requisitos mínimos relativos à distâncias, topologias, interconectividade e transmissão, permitindo desta forma que atinja-se o desempenho esperado.
Tendo base que um sistema de cabeamento estruturado, quando da instalação, está instalado em pisos, canaletas e dutos, este sistema deve se ter uma vida útil de no mínimo 10 anos, este é o tempo médio da vida útil de uma ocupação comercial.
Redes sem Fio (Wireless)
Atualmente a maioria das redes são construídas de tal maneira que os computadores devem estar interligados por cabos. Existem tecnologias novas que suprimem a utilização dos cabos, permitindo que os computadores permaneçam interligados através de ondas de rádio, permitindo uma maior mobilidade, como no caso dos microcomputadores portáteis (Notebooks), ou locais onde a instalação dos cabos não seja a melhor opção.
Cliente/Servidor
Trata-se de um conceito, onde existem duas partes envolvidas no processo técnico de operação de um sistema. De um lado, existe uma máquina que centraliza todos dados e sistemas, sendo chamado de “servidor”, e de outro lado, estão todas as máquinas que acessam este último através de uma conexão de rede (clientes) . O servidor é assim chamado pois possibilita a utilização de algum serviço, como por exemplo: espaço para armazenamento de arquivos, impressão de documentos, banco de dados, acesso compartilhado à Internet, contas de correio eletrônico, e muitos outros tipos de serviços.
Internet
É uma rede de computadores mundial, interligados entre si, e permitindo a troca de informações entre pessoas e instituições comerciais ou não. As informações podem ser acessadas de diversas maneiras. As mais comuns são pela WWW (World Wide Web), E-mail e por Mensagens Instantâneas (ICQ, Messenger)
Intranet
Em uma empresa, trata-se uma rede interna, que utiliza as mesmas linguagens, e tecnologias da Internet, possibilitando que os funcionários possam interagir com informações em interfaces semelhantes ás da Internet.
Extranet
É o acesso externo controlado a uma intranet. Ou seja, os usuários que estiverem fora da empresa, podem, através de uma conexão via internet, e de uma autenticação com nome de usuário e senha, acessar as informações da intranet.
E-mail
É um serviço de correio eletrônico (isto é, troca de mensagens ou arquivos em forma de correspondência intermediado por computador), onde as mensagens, ou arquivos são enviados pela intranet ou pela internet, permitindo a comunicação entre os usuários ou contas de correio eletrônicas cadastradas.
Web Site
A tradução literal seria “sítio ou local na teia mundial de computadores”, entretanto os usuários estão acostumados a chamar de “Site”, em inglês mesmo. É um espaço na Internet, destinado ao armazenamento de divulgação de informação. Está sempre associado a um endereço WWW (World Wide Web), que é um dos serviços existentes na Internet. Exemplo: http://www.ifmg.edu.br
Navegador
É um programa utilizado para acessar as informações da WWW (world wide web) na Internet.
Vírus e Anti-vírus
O temo vírus em informática refere-se a um programa desenvolvido para prejudicar, danificar, ou alterar indevidamente um sistema operacional, tornando o mesmo inutilizável ou lento. Este programa tem a capacidade de criar cópias dele mesmo e espalhar-se para outros computadores automaticamente, processo denominado de infecção. Anti-vírus, são programas desenvolvidos para eliminar os vírus de computador, identificando-os e apagando-os dos arquivos infectados
Office
É um pacote de programas utilitários, incluindo editor de texto, planilha de cálculo, programa para criação de apresentações em forma de slides, e em alguns casos, um pequeno gerenciador de banco de dados.
Programas de Código Aberto
Normalmente os programas para computador são desenvolvidos por empresas que cobram uma taxa para permitir a utilização pelos usuários (Licença de Uso). A maioria destes programas são fechados para visualização de como foram construídos, não podem ser modificados pelos usuários, e não podem ser estudados. Recentemente, com o advento da Internet, surgiram programas para computador desenvolvidos por colaboração entre programadores espalhados ao redor do mundo. Devido a esta técnica de desenvolvimento colaborativo, os programas ficam abertos para quem quiser contribuir. Ou seja, os códigos da linguagem de programação em que foram desenvolvidos podem ser visualizados, modificados e distribuídos livremente. O Linux, é um exemplo (trata-se de um sistema operacional), que foi inteiramente elaborado como código aberto, e pode ser uma opção para usuários que não podem pagar pelas licenças de uso do sistema operacional Windows.
Licença de uso GPL
É a licença de uso normalmente utilizada pelos programas de código fonte aberto. Este tipo de licença permite que o programa seja distribuído livremente, copiado e instalado em qualquer quantidade de computadores que o usuário ou a organização necessite. A sigla GPL significa General Public Licence – Licença Pública Geral), e pode ser visualizada na íntegra em: http://www.gnu.org/licenses/lgpl.txt. O Linux é um exemplo de programa distribuído sob a licença GPL.
Backup
É a atividade de realizar cópias seguras dos dados e arquivos da empresa, guardando-os em local seguro. Para isto são utilizados equipamentos especificamente desenvolvidos para esta finalidade. Estes equipamentos escrevem os arquivos a serem arquivados em uma mídia removível, como por exemplo, uma fica magnética, um CD, um DVD, etc.
Alta Disponibilidade
É um conceito que permite que os dados e arquivos ou serviços em rede de uma organização estejam sempre disponíveis para os usuários (24 h/dia), através minimização as falhas que ocorrem nas máquinas. Normalmente isto é obtido pela redundância de máquinas ou peças como HD, placa de comunicação em rede, processadores, fontes de energia e outros.
Voz Sobre IP
É a tecnologia que permite trafegar voz pela rede de computadores interna ou pela Internet. Esta tecnologia possibilita uma redução do custo das ligações interurbanas ou internacionais.
Firewall
É um programa que preserva a rede interna do acesso externo (por exemplo da Internet). Pode controlar o que pode ou não ser acessado na Internet, bloqueando ou liberando serviços conforme as necessidades da empresa.
Proxy
É um programa que controla o acesso à WWW, permitindo o bloqueio de “web sites” indesejados por palavra chave. Por exemplo, pode-se configurar no proxy que qualquer endereço contendo a palavra “esporte” não pode ser acessado. Sendo assim, os endereços “http://www.esporte.com.br” ou “http://www.uol.com.br/esporte” não poderiam ser acessados. Além disso é possível gerar relatórios de acesso por usuário, possibilitando à gerência monitorar o comportamento dos funcionários na Internet.
1.4 Uso dos recursos na Logística
O termo hardware passa essencialmente pelo conceito de equipamento, isto é, computadores e periféricos, e softwares são os programas utilizados pelos computadores para executar suas funções. Alguns hardwares utilizados em atividades logísticas são:
• códigos de barra, tecnologia de colocação de códigos legíveis por computador em itens, meio eficaz de identificar produtos mediante a conversão pelo computador da leitura feita por um sensor. Segundo Gonçalves (2007, p. 336), o código de barras é uma das mais importantes aplicações de hardwares na Logística, já que simplifica a entrada de dados nos sistemas informatizados e, consequentemente, facilita as operações nos pontos de vendas, despacho e recebimento de cargas;
• EPC (Eletronic Product Code),são etiquetas eletrônicas que servem como identificação por rádio freqüência, tecnologia bastante utilizada em itens de maior valor agregado;
• coletores de dados, amplamente utilizados no varejo, seja na entrada, na movimentação e na saída de produtos, contagem de estoque e inventários;
• sistemas de rádio freqüência (são constituídos de coletores de dados operados a distância);
• GPS (Global Positioning Systems), sistema de posicionamento global que possibilita ao usuário determinar sua posição tridimensional em qualquer lugar da Terra, utilizado para rastreamento de frotas.
Fonte: Adaptado de Feldens (2005) e Bandeira e Maçada (2008).
Segundo Vieira (2001), as aplicações de TI na Logística podem ser classificadas em quatro grupos:
• Planejamento
• Comunicação
• Controle
• Execução
Exercício de fixação:
1) O que era o ENIAC? E qual a sua importância?
2) Qual é a origem da logística e qual é o conceito utilizado hoje em dia?
3) Defina Hardware e Software.
4) Descreva uma rede de computadores.
5) Qual é a importância do cabeamento estruturado?
6) Existe redes sem fio? Como funciona?
7) Explique o que é servidor? Qual a utilidade de ter um servidor?
8) Diferencie Internet, Intranet, Extranet.
9) De exemplos de como podemos utilizar essa tecnologia na logística.
Referências Bibliográficas
ALVEZ, Maria E. Ballestero. Manual de organização, sistemas e métodos: abordagem teórica e prática da engenharia da informação. Rio de Janeiro: Atlas, 2010.
AUDY, Jorge Luis Nicolas. Fundamentos de Sistemas de Informação. Porto Alegre: Bookman, 2008.
LAUDON, Kenneth C. LAUDON, Jane P. Sistemas de informação gerenciais: administrando a empresa digital. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
MATTOS, Antonio Carlos M. Sistemas de informação: uma visão executiva. São Paulo: Saraiva, 2010.
AUDY, Jorge Luis Nicolas, BRODBECK, Ângela Freitag. Sistemas de Informação. Planejamento e alinhamento estratégico nas organizações. São Paulo: Bookman, 2003.
GOLDBARG, M. C.; LUNA, H.P. L. Otimização Combinatória e Programação Linear: Modelos e Algoritmos .Editora Campus, Rio de Janeiro, 2000.
BANZATO, Eduardo. Tecnologia da Informação Aplicada à Logística. São Paulo: IMAN, 2005.