3. Bancos de Dados
Um sistema eficiente oferece aos usuários informação oportuna, exata e relevante. Essa informação é arquivada em arquivos de computador. Quando os arquivos são adequadamente organizados e mantidos, os usuários podem acessar e recuperar com facilidade a informação de que precisam. Arquivos bem mantidos e cuidadosamente organizados facilitam a obtenção de dados para a tomada de decisões empresariais, ao passo que arquivos mal gerenciados levam ao caos no processamento de informação, a altos custos, desempenho inferior e pouca ou nenhuma flexibilidade. A despeito da utilização de excelentes hardwares e softwares, muitas organizações tem sistemas de informação ineficientes, devido ao deficiente gerenciamento de arquivos.
Um sistema de computador organiza dados segundo uma hierarquia que começa com bits e bytes e prossegue até campos, registros, arquivos e bancos de dados. Um bit representa a menor unidade de dados que um computador pode tratar. Um grupo de bits, designado byte, representa um único caractere, que pode ser uma letra, número ou outro símbolo. Um agrupamento de caracteres em uma palavra, um grupo de palavras ou um número completo é chamado de campo. Um grupo de campos relacionados, tal como o nome de uma pessoa, endereço, telefone, data de nascimento, CPF compreende um registro. Um grupo de registros de um mesmo tipo é denominado de arquivo. Um grupo de arquivos relacionados forma um banco de dados.
Na maior parte das organizações, os sistemas tendiam a crescer independentemente, sem seguir nenhum plano mais amplo. Cada área funcional tendia a desenvolver sistemas de maneira isolada em relação a outras áreas funcionais. Contabilidade, finanças, fabricação, recursos humanos, vendas e marketing, todos desenvolviam seus próprios sistemas e arquivos de dados. Cada aplicação, é claro, exigia seus próprios arquivos e programa para operar.
Por exemplo, a área funcional de recursos humanos poderia ter um arquivo de pessoal, um de folha, um de seguro saúde, e assim por diante até existirem dezenas de arquivos e programas. Considerando-se a empresa como um todo, esse processo levava à criação de múltiplos arquivos, mantidos e operados por divisões ou departamentos separados. À medida que esse processo prosseguia por 5 ou 10 anos, a organização ficava abarrotada com centenas de programas e aplicações, sem que ninguém saiba o que fazem, que dados utilizam e quem está utilizando os dados. Os problemas resultantes são redundância de dados, inflexibilidade, retrabalhos, baixo nível de segurança e incapacidade de compartilhamento de dados entre as aplicações.
Redundância de dados é quando o mesmo dado encontra-se em diferentes aplicativos. Quando isto ocorre um mesmo dado pode ter pequenas diferenças oriundas da digitação variada entre os programas, causando confusões e problemas.
3.1 Sistema para gerenciamento de banco de dados
Um sistema de gerenciamento de banco de dados (DMBS – Data Base Management System) é simplesmente o programa que permite uma organização e centralização dos dados de tal modo que os mesmos podem ser gerenciados com eficiência. É o DBMS que controla e atua no banco de dados executando as consultas, inclusões, exclusões e alterações de dados solicitadas pela usuários através do aplicativo.
A maioria dos DBMS possui uma linguagem especializada, denominada linguagem de manipulação de dados, utilizada em conjunto com alguma linguagem de programação para manipular os dados no arquivo do banco de dados. A linguagem de manipulação de dados mais utilizada hoje é a linguagem estruturada de consulta ou SQL.
Hoje, o tipo mais comum de DBMS para computadores e aplicações de maior porte é o DBMS relacional. Neste tipo, todos os dados do banco são representados como simples tabelas bidimensionais denominadas relações. As tabelas são semelhantes a arquivos comuns, mas informações que estão em mais de um arquivo podem ser facilmente extraídas e combinadas.
Como alguns exemplos de DBMS mais utilizados temos:
• Oracle: Oracle
• IBM: DB2
• Projeto Livre: PostgreSQL
• Projeto Livre: MySQL
• Microsoft: MS SQL
• Existem muitos outros gerenciadores.
3.2 Objetivo Sistema para gerenciamento de banco de dados:
Auxiliar o Processo de Tomada de Decisão, com a utilização de Modelos e identificação e avaliação de alternativas competitivas, isto é, áreas com potencial de desenvolvimento. Com ênfase na flexibilidade, adaptabilidade, rapidez, utilizando sempre interface amigável ao usuário (facilidade de processamento gráfico).
Devem servir todas as fases do Processo Decisório, com inteligência, procura pistas para identificação de problemas e/ou oportunidades, elabora melhores alternativas de possíveis cursos de ação.
3.3 Armazenamento dos Dados
Os responsáveis pela tomada de decisões precisam de informações concisas e confiáveis sobre operações, tendências e mudanças correntes. O que se tem disponível imediatamente na maioria das empresas são somente dados correntes. Os dados freqüentemente estão fragmentados em sistemas operacionais separados, como estoque, pedidos de compras, produção, pedidos de vendas, frota, manutenções, controle de combustível e quilometragem, de modo que diversos gerentes tomam decisões a partir de bases de conhecimento incompletas. Usuários e especialistas em sistemas de informação podem perder muito tempo localizando e coletando dados. O armazenamento de dados ataca esse problema, integrando dados operacionais chave de toda a empresa sob forma consistente, confiável e facilmente disponível para relatórios.
Um armazém de dados é um banco de dados que armazena dados correntes e históricos de potencial interesse dos gerentes de toda a empresa. Os dados originam-se de muitos sistemas operacionais centrais e de fontes externas, incluindo transações em web sites, cada qual com modelos de dados diferentes. Os dados dessas aplicações são copiados para o banco de dados com a freqüência desejada (por hora, dia semana ou mês). São padronizados conforme um modelo de dados comum e consolidados de modo que possam ser usados por toda a empresa para análise gerencial e tomada de decisões. Os dados estão disponíveis a todos para acesso conforme necessidade, mas não podem ser alterados.
Armazém de dados não somente oferecem informações aprimoradas, como também facilitam sua obtenção por quem toma decisões. Incluem até a capacidade de modelar e remodelar os dados.
3.4 Manipulação de dados.
Um sistema de armazenamento de dados provê uma gama de ferramentas de consultas padronizadas, ferramentas analíticas e recursos gráficos para produção de relatórios. A manipulação de dados utiliza uma variedade de técnicas para descobrir métodos e relações ocultas em grandes repositórios de dados, e a partir daí, infere regras para prever comportamento futuro e orientar tomada de decisões. Auxilia as empresas a gerar campanhas de marketing personalizadas ou individualizadas com base nas preferências do consumidor e assim influenciar o comportamento de consumo. Esses sistemas podem realizar análises de alto nível, mas também podem explorar mais detalhes quando necessário. A mineração de dados é uma ferramenta poderosa e lucrativa, mas apresenta desvios à proteção da privacidade do indivíduo. A tecnologia de manipulação de dados pode combinar informações de diversas fontes para criara uma detalhada imagem de dados de cada um de nós (nossa renda, demanda de produtos, consumo, rota, frequência de compras ou pedidos, e outros).
Exercícios de Fixação:
1) Defina Banco de dados?
2) Descreva um modelo de banco de Dados?
3) O que é Sistema para gerenciamento de banco de dados?
4) Qual a importância do Sistema para gerenciamento de banco de dados?
5) Explique o que é armazenamento de dados e cite exemplos.
6) Como devemos manipular e qual a importância da manipulação dos dados?
willinhares.blogspot.com.br
O blog Wil Linhares tem por objetivo trazer assuntos relacionados sempre com administração, empresas, logística, transporte, assuntos sobre lideranças e motivacionais. Fiquem a disposição para sugerir e comentarem. Use o blog para pesquisa, informação ou por curiosidade nos assuntos. Wil Linhares.
domingo, 23 de novembro de 2014
Segunda Parte
2. Sistema de Informação
Um sistema de informação pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta, recupera, processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, à coordenação e ao controle de uma organização. Além disso, esses sistemas também auxiliam a gerentes e trabalhadores a analisar problemas, visualizar assuntos complexos e criar novos produtos.
Os sistemas de informação contém informações significativas para a organização. Informação quer dizer dados apresentados em uma forma útil para os administradores. Dados, por sua vez são fatos brutos que representam eventos que estão ocorrendo nas organizações, antes de terem sido organizados e arranjados de uma forma que as pessoas possam entendê-los e usá-los.
Três atividades em um sistema de informação produzem as informações de que as organizações necessitam para tomar decisões, controlar operações, analisar problemas e criar novos produtos ou serviços. Estas atividades são: Entrada, Processamento e Saída. A palavra de origem inglesa “Feedback” é a saída que retorna a determinadas pessoas e atividades da organização para análise e refino da entrada. Fatores ambientais como clientes, fornecedores, concorrentes, acionistas, e agências regulamentadoras, interagem com a organização e seus sistemas.
Da perspectiva da empresa, o sistema de informação é uma solução organizacional e administrativa, baseada na tecnologia de informação para enfrentar um desafio proposto pelo ambiente.
Uma outra abordagem para definir Sistemas de Informação (SI) leva em conta as pessoas, as organizações e a tecnologia. Um sistema de informação (SI) pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, a coordenação e o controle de uma organização.Além de dar suporte à tomada de decisões, à coordenação e ao controle, estes sistemas também auxiliam os gerentes e trabalhadores a analisar problemas, visualizar assuntos complexos e criar novos produtos.
De acordo com esta visão, os SI são parte integrante de uma organização e é produtos de três componentes.
2.1 Componentes de sistemas de informação
Organizações
• Moldam os sistemas de informação
• Procedimentos são incorporados aos SI
• Possui cultura específica
• Demandas internas e externas criam os SI
Pessoas
• Usam informações vindas de SI
• Geram dados para SI
• Necessitam treinamento
• São influenciados por interfaces dos SI
Tecnologia
• Meio de transformação e armazenamento dos dados
• Automação para eliminação do trabalho repetitivo e massivo
• Informatização dos processos
• Confiabilidade e Rapidez
• Hardware
• Software
• Armazenamento
• Comunicação
A visão dos 3 componentes de SI é apresentada numa perspectiva sociotécnica, ou seja, os Sistemas de Informação coordenam um arranjo perfeito entre a tecnologia, as organizações e as pessoas.
As tecnologias mais avançadas não têm valor se as organizações não puderem utilizá-las ou se as pessoas não se sentirem confortáveis ao usá-las.
Podemos dizer Sistema de informações um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões e o controle em uma organização.
Descrição das interfaces de um Sistema de Informação:
Pessoas
As pessoas são solucionadoras de problemas responsáveis pela análise dos muitos desafios enfrentados pelas organizações e pelo desenvolvimento de estratégias e planos de ação Sistemas de informação são umas de suas ferramentas, proporcionando as informações necessárias para as soluções. Elas refletem as decisões da administração e também servem de instrumento para mudar seu processo.
Organização
Os SI tem raízes nas organizações, são um produto de sua cultura, política, fluxos de trabalho e procedimentos operacionais padrão. São instrumentos para a mudança organizacional, possibilitando a transformação desses elementos organizacionais em novos modelos de negócios e rede terminando as fronteiras da empresa. Os avanços tecnológicos dos SI estão acelerando a tendência em direção às economias globalizadas, orientadas para o conhecimento, e às organizações achatadas, flexíveis e descentralizadas, que podem coordenar-se com outras organizações a grandes distâncias.
Tecnologia
A revolução da rede está em curso. A tecnologia de sistemas de informação não está mais limitada a computadores, mas consiste em um conjunto de tecnologias que habilitam a ligação de computadores em rede com a finalidade de trocar informações a longas distâncias e fora das fronteiras organizacionais. A Internet proporciona conectividade global e uma plataforma flexível para um fluxo de informações sem descontinuidade por toda a empresa e entre ela e seus clientes e fornecedores
-Formular a estratégia empresarial
-Monitorar a venda de produtos
-Expandir os canais de venda
-Formar comunidade on-line de clientes
-Emissor de boletos eletronicas
Pessoas
Organização
Tecnologia
Sistemas de Informação
Solução organizacional
-Vender Produtos eletronicamente
-Identificar boas oportunidades de vendas
-Fornecer informações on-line para clientes
-Oferecer testes on-line de produtos
- Aumentar as vendas
Problemas Organizacionais
-Queda na receita dos canais de venda tradicionais
-Queda na base de clientes
-Aumento dos custos
2.2 O Ambiente Empresarial Competitivo.
Quatro grandes mudanças de âmbito mundial estão alterando o ambiente empresarial:
1- Emergência e o fortalecimento da economia global (Globalização);
• Administração e controle de um Marketplace global.
• Concorrência em mercados mundiais.
• Grupos globais de trabalho.
• Sistemas globais de entrega.
2- Transformação de economias e sociedades industriais em economias de serviços;
• Economias baseadas no conhecimento e na informação.
• Novos produtos e serviços.
• Concorrência baseada no tempo.
• Vida mais curta do produto.
• Base limitada de conhecimento dos funcionários.
3- Transformação do empreendimento empresarial;
• Achatamento.
• Descentralização.
• Flexibilidade
• Independência da localização.
• Custos baixos de transação e coordenação.
• Trabalho colaborativo e em equipe.
4- Emergência da empresa digital.
• Relacionamentos com clientes e fornecedores e funcionários habilitados digitalmente.
• Processos centrais e negócios realizados via redes digitais.
• Administração digital dos principais ativos corporativos
• Percepção e resposta rápidas às mudanças ambientais.
2.3 A empresa digital emergente.
O uso intensivo da tecnologia da informação (T.I.) em empresas comerciais, desde a metade da década de 90, aliado à significativa remodelagem organizacional, criou condições para um novo fenômeno da sociedade industrial: a empresa digital. Esta empresa pode ser definida de acordo com
diferentes critérios. Ela é aquela em que praticamente todos os relacionamentos empresariais significativos com clientes, fornecedores e funcionários são habilitados e mediados digitalmente. Os processos de negócios essenciais são realizados por meio de redes digitais que abrangem toda a organização, ou que interligam múltiplas organizações.
As empresas digitais distinguem-se das tradicionais pela dependência quase total de um conjunto de tecnologias de informação para sua organização e administração. Para os gerentes de empresas deste tipo, a tecnologia de informação não é simplesmente útil, viabilizadora, mas sim o cerne da empresa, a ferramenta primordial de administração.
2.4 Exemplos de situações digitais nas empresas:
Finanças e Contabilidade
A tecnologia de Web sem fio tem sido a fonte de novos serviços financeiros. Investidores individuais podem usar seus telefones móveis para obter cotações de ações, negociar ações e notícias do financeiro.
Possibilita também uma velocidade maior no fluxo dos fundos, por prover recursos para cobrar e emitir faturas instantaneamente.
Recursos Humanos
A tecnologia de Internet criou novas ferramentas eficientes e efetivas para comunicação e coordenação de funcionários. Gerentes podem utilizar e-mail, bate-papo e mensagem instantânea para se comunicar com funcionários que estão em localidades diferentes. Empresas podem usar intranet para publicar boletins de funcionários, manuais de política, diretórios e outros documentos de recursos humanos.
Fabricação e Produção
Extranets são especialmente úteis para comércio colaborativo e gerenciamento da cadeia de suprimentos e são a plataforma primária para redes setoriais privadas. Muitas vezes são utilizadas para fornecer dados de disponibilidade de produto e preço e dados de expedição, para permutar ordens de compra e faturas e para executar atividades de desenvolvimento de produto em conjunto com outras empresas.
Vendas e Marketing
A web é um meio especialmente poderoso para vendas e marketing porque provê capacidades para personalização e interação com clientes que não podem ser encontrados em outros canais.
Exercícios de Fixação:
1) Defina sistemas de Informação?
2) Quantas são as atividades e quais são as atividades que produzem informação para as organizações?
3) Qual a importância do sistemas de informação nas organizações?
4) Explique a relação entre pessoas, organização e tecnologia?
5) Quais são as mudanças, estão alterando o ambiente empresarial e comente sobre elas.
6) O que se entende por empresa digital emergente?
7) Cite e comente 2 exemplos de situações digitais nas empresas.
Um sistema de informação pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta, recupera, processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, à coordenação e ao controle de uma organização. Além disso, esses sistemas também auxiliam a gerentes e trabalhadores a analisar problemas, visualizar assuntos complexos e criar novos produtos.
Os sistemas de informação contém informações significativas para a organização. Informação quer dizer dados apresentados em uma forma útil para os administradores. Dados, por sua vez são fatos brutos que representam eventos que estão ocorrendo nas organizações, antes de terem sido organizados e arranjados de uma forma que as pessoas possam entendê-los e usá-los.
Três atividades em um sistema de informação produzem as informações de que as organizações necessitam para tomar decisões, controlar operações, analisar problemas e criar novos produtos ou serviços. Estas atividades são: Entrada, Processamento e Saída. A palavra de origem inglesa “Feedback” é a saída que retorna a determinadas pessoas e atividades da organização para análise e refino da entrada. Fatores ambientais como clientes, fornecedores, concorrentes, acionistas, e agências regulamentadoras, interagem com a organização e seus sistemas.
Da perspectiva da empresa, o sistema de informação é uma solução organizacional e administrativa, baseada na tecnologia de informação para enfrentar um desafio proposto pelo ambiente.
Uma outra abordagem para definir Sistemas de Informação (SI) leva em conta as pessoas, as organizações e a tecnologia. Um sistema de informação (SI) pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, a coordenação e o controle de uma organização.Além de dar suporte à tomada de decisões, à coordenação e ao controle, estes sistemas também auxiliam os gerentes e trabalhadores a analisar problemas, visualizar assuntos complexos e criar novos produtos.
De acordo com esta visão, os SI são parte integrante de uma organização e é produtos de três componentes.
2.1 Componentes de sistemas de informação
Organizações
• Moldam os sistemas de informação
• Procedimentos são incorporados aos SI
• Possui cultura específica
• Demandas internas e externas criam os SI
Pessoas
• Usam informações vindas de SI
• Geram dados para SI
• Necessitam treinamento
• São influenciados por interfaces dos SI
Tecnologia
• Meio de transformação e armazenamento dos dados
• Automação para eliminação do trabalho repetitivo e massivo
• Informatização dos processos
• Confiabilidade e Rapidez
• Hardware
• Software
• Armazenamento
• Comunicação
A visão dos 3 componentes de SI é apresentada numa perspectiva sociotécnica, ou seja, os Sistemas de Informação coordenam um arranjo perfeito entre a tecnologia, as organizações e as pessoas.
As tecnologias mais avançadas não têm valor se as organizações não puderem utilizá-las ou se as pessoas não se sentirem confortáveis ao usá-las.
Podemos dizer Sistema de informações um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões e o controle em uma organização.
Descrição das interfaces de um Sistema de Informação:
Pessoas
As pessoas são solucionadoras de problemas responsáveis pela análise dos muitos desafios enfrentados pelas organizações e pelo desenvolvimento de estratégias e planos de ação Sistemas de informação são umas de suas ferramentas, proporcionando as informações necessárias para as soluções. Elas refletem as decisões da administração e também servem de instrumento para mudar seu processo.
Organização
Os SI tem raízes nas organizações, são um produto de sua cultura, política, fluxos de trabalho e procedimentos operacionais padrão. São instrumentos para a mudança organizacional, possibilitando a transformação desses elementos organizacionais em novos modelos de negócios e rede terminando as fronteiras da empresa. Os avanços tecnológicos dos SI estão acelerando a tendência em direção às economias globalizadas, orientadas para o conhecimento, e às organizações achatadas, flexíveis e descentralizadas, que podem coordenar-se com outras organizações a grandes distâncias.
Tecnologia
A revolução da rede está em curso. A tecnologia de sistemas de informação não está mais limitada a computadores, mas consiste em um conjunto de tecnologias que habilitam a ligação de computadores em rede com a finalidade de trocar informações a longas distâncias e fora das fronteiras organizacionais. A Internet proporciona conectividade global e uma plataforma flexível para um fluxo de informações sem descontinuidade por toda a empresa e entre ela e seus clientes e fornecedores
-Formular a estratégia empresarial
-Monitorar a venda de produtos
-Expandir os canais de venda
-Formar comunidade on-line de clientes
-Emissor de boletos eletronicas
Pessoas
Organização
Tecnologia
Sistemas de Informação
Solução organizacional
-Vender Produtos eletronicamente
-Identificar boas oportunidades de vendas
-Fornecer informações on-line para clientes
-Oferecer testes on-line de produtos
- Aumentar as vendas
Problemas Organizacionais
-Queda na receita dos canais de venda tradicionais
-Queda na base de clientes
-Aumento dos custos
2.2 O Ambiente Empresarial Competitivo.
Quatro grandes mudanças de âmbito mundial estão alterando o ambiente empresarial:
1- Emergência e o fortalecimento da economia global (Globalização);
• Administração e controle de um Marketplace global.
• Concorrência em mercados mundiais.
• Grupos globais de trabalho.
• Sistemas globais de entrega.
2- Transformação de economias e sociedades industriais em economias de serviços;
• Economias baseadas no conhecimento e na informação.
• Novos produtos e serviços.
• Concorrência baseada no tempo.
• Vida mais curta do produto.
• Base limitada de conhecimento dos funcionários.
3- Transformação do empreendimento empresarial;
• Achatamento.
• Descentralização.
• Flexibilidade
• Independência da localização.
• Custos baixos de transação e coordenação.
• Trabalho colaborativo e em equipe.
4- Emergência da empresa digital.
• Relacionamentos com clientes e fornecedores e funcionários habilitados digitalmente.
• Processos centrais e negócios realizados via redes digitais.
• Administração digital dos principais ativos corporativos
• Percepção e resposta rápidas às mudanças ambientais.
2.3 A empresa digital emergente.
O uso intensivo da tecnologia da informação (T.I.) em empresas comerciais, desde a metade da década de 90, aliado à significativa remodelagem organizacional, criou condições para um novo fenômeno da sociedade industrial: a empresa digital. Esta empresa pode ser definida de acordo com
diferentes critérios. Ela é aquela em que praticamente todos os relacionamentos empresariais significativos com clientes, fornecedores e funcionários são habilitados e mediados digitalmente. Os processos de negócios essenciais são realizados por meio de redes digitais que abrangem toda a organização, ou que interligam múltiplas organizações.
As empresas digitais distinguem-se das tradicionais pela dependência quase total de um conjunto de tecnologias de informação para sua organização e administração. Para os gerentes de empresas deste tipo, a tecnologia de informação não é simplesmente útil, viabilizadora, mas sim o cerne da empresa, a ferramenta primordial de administração.
2.4 Exemplos de situações digitais nas empresas:
Finanças e Contabilidade
A tecnologia de Web sem fio tem sido a fonte de novos serviços financeiros. Investidores individuais podem usar seus telefones móveis para obter cotações de ações, negociar ações e notícias do financeiro.
Possibilita também uma velocidade maior no fluxo dos fundos, por prover recursos para cobrar e emitir faturas instantaneamente.
Recursos Humanos
A tecnologia de Internet criou novas ferramentas eficientes e efetivas para comunicação e coordenação de funcionários. Gerentes podem utilizar e-mail, bate-papo e mensagem instantânea para se comunicar com funcionários que estão em localidades diferentes. Empresas podem usar intranet para publicar boletins de funcionários, manuais de política, diretórios e outros documentos de recursos humanos.
Fabricação e Produção
Extranets são especialmente úteis para comércio colaborativo e gerenciamento da cadeia de suprimentos e são a plataforma primária para redes setoriais privadas. Muitas vezes são utilizadas para fornecer dados de disponibilidade de produto e preço e dados de expedição, para permutar ordens de compra e faturas e para executar atividades de desenvolvimento de produto em conjunto com outras empresas.
Vendas e Marketing
A web é um meio especialmente poderoso para vendas e marketing porque provê capacidades para personalização e interação com clientes que não podem ser encontrados em outros canais.
Exercícios de Fixação:
1) Defina sistemas de Informação?
2) Quantas são as atividades e quais são as atividades que produzem informação para as organizações?
3) Qual a importância do sistemas de informação nas organizações?
4) Explique a relação entre pessoas, organização e tecnologia?
5) Quais são as mudanças, estão alterando o ambiente empresarial e comente sobre elas.
6) O que se entende por empresa digital emergente?
7) Cite e comente 2 exemplos de situações digitais nas empresas.
domingo, 2 de novembro de 2014
Primeira Parte
Sistemas de informação
aplicados a logística
Introdução
Este resumo serve como material de apoio ao curso de Técnico Subsequente em Logística na Modalidade Presencial, portanto, o enfoque desta disciplina é Sistemas de informação aplicados a logística. Não se trata de um curso de Tecnologia da Informação (TI), nem de “informática”, computação ou de qualquer outra especialização técnica da área, mas sim, dos efeitos da aplicação da tecnologia da informação, ou da informatização dos processos nas decisões administrativas e gerenciais de uma organização no setor logístico.
Entretanto, não podemos discorrer sobre um processo de informatização sem entender a terminologia e as características de algumas tecnologias históricas e atuais, e mesmo de conceitos existentes na área da computação.
O objetivo é que o aluno entenda todo o processo de sistemas de informação no setor de logística para poder atuar nas grandes empresas.
1. Historia do computador
Nota: esse processo desencadeou uma revolta popular, pois temia-se que ele gerasse desemprego nas tecelagens.
1801 o tecelão francês, Joseph-Marie Jacquard, construiu uma máquina de tear comandada por cartões (ou placas) perfurados e enfileirados.
Com a utilização de placas perfuradas era possível controlar teares, que passavam a fazer desenhos préestabelecidos.
Dessa forma, Jacquard criava o que podemos considerar o primeiro sistema de armazenamento de informações para automação de funções.
1834 Charles Babbage inventava a Máquina Analítica (o projeto nunca foi concluído durante a vida de Babbage, devido às constantes inovações introduzidas).
Essa máquina possuía dispositivos de entrada para ler cartões perfurados com instruções a serem executadas.
Além disso, possuía unidade de memória na qual se guardavam informações para uso futuro e também um dispositivo de impressão de cartões.
Por esse projeto, Babbage é considerado, por muitos, o Pai do Computador.
Herman Hollerith, nos Estados Unidos, inventou uma máquina para auxiliar na tabulação dos dados do censo americano de 1890.
Com essa máquina os dados do censo americano foram processados em apenas seis semanas. O censo anterior havia consumido sete anos, utilizando o processo tradicional.
Hollerith foi o fundador da Tabulating Machine Company em 1826. Essa empresa cresceu e passou a chamar-se InternationalvBusiness Machines ou IBM.
1946 nos EUA surgia o ENIAC (Eletronic Numeric Integrator Analyser and Computer).
Ele contava com 18.000 válvulas, 10.000 capacitores, milhares de relês e resistores, além de milhares de quilômetros de fios e cabos.
O ENIAC ocupava 170 m, pesava 30 ton e conseguia efetuar 5000 operações por segundo, tendo sido projetado originalmente para cálculos de trajetórias de mísseis.
A evolução do computador 1968 Ted Hoff e seu time na Intel iniciam o desenvolvimento de um chip com 2.300 transistores em uma área de 3 x 4 mm.
Em 1971 é lançado comercialmente o Intel 4004
Com o avanço da indústria eletrônica, os circuitos integrados passaram a ser mais poderosos e mais baratos.
Em meados dos anos 1970 já era razoavelmente comum a utilização de calculadoras eletrônicas em cursos técnicos, por exemplo.
Em 1975 surgia o que podemos chamar de o primeiro microcomputador, produzido pela MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems).
O Altair 8800 podia ser encontrado tanto em kits para montar quanto já montado.
Com o lançamento do Altair 8800, Gates e Allen resolvem desenvolver uma versão do Basic (linguagem de programação) para ele.
Tendo sido aceitos para desenvolver a primeira linguagem de programação para o primeiro microcomputador, Gates larga Harvard e junto com Paul Allen funda a Microsoft.
Em 1976 Steve Wozniak e Steve Jobs lançavam o Apple, construído na garagem dos pais de Jobs.
Apple I - 1976
Apple II e II plus 1977 e 1979
Apple III e III plus1980
O Apple II foi um enorme sucesso comercial.
Em 1981 a IBM lançava o PC (Personal Computer), um microcomputador com maior capacidade de processamento do que o Apple II.
A Microsoft convenceu a IBM a adotar o seu sistema operacional DOS como uma das opções para o IBM-PC.
Fonte: Côrtes (2008)
1.2 Logística
Na sua origem, o conceito de Logística esteve ligado à operações militares de distribuição de suprimentos, transporte e armazenagem de materiais utilizados na guerra, e transporte de efetivos militares até o campo de batalha.
Segundo Ballou, “a logística no ambiente empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivo para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos” (1993, p. 17).
Mais recentemente, um novo conceito surgiu, a Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management), mais abrangente que a Logística Empresarial porque envolve a integração com os processos dos fornecedores da empresa, ou seja, “o longo caminho que se estende desde as fontes de matéria-prima, passando pelas fábricas dos componentes, pela manufatura do produto, pelos distribuidores, e chegando finalmente ao consumidor através do varejista” (NOVAES, 2001, p. 38).
Nesse contexto, as empresas procuram obter um alto nível de desempenho e redução significativa de custos. Para tanto, a Tecnologia da Informação (TI) é utilizada em larga escala e adquire importância sem precedentes, aperfeiçoando os processos de produção, distribuição, transporte, comunicação, comércio e finanças.
1.3 TI e Logística
O termo Tecnologia da Informação (TI) serve para designar o conjunto de recursos tecnológicos (hardwares, seus dispositivos e periféricos; softwares e seus recursos; rede de telecomunicação; sistemas de gerenciamento de dados e informações) utilizados para dar suporte para a geração e uso da informação.
Máquina (Hardware)
É um conjunto de circuitos elétricos (placas de circuitos integrados), processadores, chips, memórias, e dispositivos mecânicos de armazenamento de dados, que juntos constituem o que chamamos de computador, servidor, impressora, ou qualquer outro item funcional. Em uma organização, as máquinas centrais, onde estão centralizadas as informações, dados de usuários e sistemas, são denominadas de servidores.
Programa (Software)
É o conjunto de instruções que são escritas e concatenadas de maneira lógica pelos programadores, afim de resultar em ambiente de interação entre as máquinas e os humanos. Podem ser chamados de aplicativos ou sistemas, e normalmente possuem telas para entrada de dados e interação com os usuários. Realizam tarefas para as quais foram programados.
Linguagem de programação
É uma maneira lógica e formal empregada na elaboração de um programa. Existem diversas linguagens de programação, e cada uma possui comandos específicos. Os comandos devem seguir normas de escrita e de concatenação lógica que também são específicas de cada linguagem. Exemplos: HTML, C, PHP, JAVA, PASCAL, VISUAL BASIC, entre outras.
Código Fonte
É programa no seu estado não executável, onde é possível ler os comandos e a lógica escrita pelo programados na linguagem de programação em que foi concebido. Este é um exemplo de código fonte de uma página web (fonte: http://www.google.com.br) escrito na linguagem HTML e JavaScript:
<html><head><meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=UTF-8"> <title>Google</title><style><!--body,td,a,p,.h{font-family:arial,sans-serif;}.h{font-size: 20px;}.q{color:#0000cc;}//--></style><script><!-- function sf(){document.f.q.focus();} functionrwt(el,ct,cd,sg){el.href="/url?sa=t&ct="+escape(ct)+"&cd="+escape(cd)+"&url="+escape(el.href).replace(/\+/g,"%2B")+"&ei=5Jo5Q5GBHsj8aMikrPkI"+sg;el.onmousedown="";return true;}// --></script></head><body bgcolor=#ffffff text=#000000 link=#0000cc vlink=#551a8b alink=#ff0000 onLoad=sf() topmargin=3 marginheight=3><center><img src=/logos/7th_birthday.gif width=296 height=116 order=0 alt="Google's 7th Birthday" title="Google's 7th Birthday"><br><br><form action=/search name=f><script><!--function qs(el){if(window.RegExp&&window.encodeURIComponent) {var ue=el.href;varqe=encodeURIComponent(document.f.q.value);if(ue.indexOf("q=")!=-1){el.href=ue.replace(newRegExp("q=[^&$]*"),"q="+qe);}else{el.href=ue+"&q="+qe;}}return 1;}// --></script><table border=0 cellspacing=0 cellpadding=4><tr><td nowrap><font size=-1><b>Web</b> <a id=1a class=qhref="/imghp?hl=pt-BR&tab=wi"onClick="return qs(this);">Imagens</a> <a id=2a class=qhref="http://groups.google.com.br/grphp?hl=pt-BR&tab=wg" onClick="return qs(this);">Grupos</a> <a id=3a class=qhref="/dirhp?hl=pt-BR&tab=wd" onClick="returnqs(this);">Diretório</a> </font></td></tr></table><table cellspacing=0cellpadding=0><tr><td width=25%> </td><td align=center><input type=hidden name=hl value=pt-BR><input maxLength=256 size=55name=q value=""><br><input type=submit value="Pesquisa Google" name=btnG><input type=submit value="Estou com sorte"name=btnI></td><td valign=top nowrap width=25%><font size=-2> <a href=/advanced_search?hl=pt-R>Pesquisaavançada</a><br> <a href=/preferences?hl=pt-BR>Preferências</a><br> <a href=/language_tools?hl=pt-BR>Ferramentas de idiomas</a></font></td></tr><tr><td colspan=3 align=center><font size=-1>Pesquisar: <input id=all type=radio name=meta value="" checked><label for=all> a web</label><input id=lgr type=radio name=meta value="lr=lang_pt" ><label for=lgr> páginas emportuguês</label><input id=cty type=radio name=meta value="cr=countryBR" ><label for=cty>páginas doBrasil</label></font></td></tr></table></form><br><br><font size=-1><a href=/intl/pt/ads/>Soluções de publicidade</a> - <a href=/intl/pt-BR/about.html>Tudo sobre o Google</a> - <a href=http://www.google.com/ncr>Google.com in English</a></font><p><font size=-2>©2005 Google</font></p></center></body></html>
O Código acima, quando executado pelo navegador (Internet Explorer, Firefox,
etc...) fica como demonstrado na Figura.
Ao desenvolver um sistema, a organização pode negociar ficar em poder do
código fonte. Somente com o código fonte em mãos, será possível realizar
alterações no sistema.
Executável Binário
Em alguns casos, para ser executado, o código fonte passa por um processo
denominado compilação, onde é transformado em um arquivo, no qual não se
pode mais enxergar o código fonte. Este arquivo pode ser executado pela
máquina. Na maioria dos casos os programas que executamos (Ex. Word,
Excel, OpenOffice, Mozilla, Internet Explorer, etc...) são arquivos binários.
Sistema
Em informática, é o termo utilizado para designar um conjunto de programas
escritos e compilados de tal maneira que atuam em conjunto para tornar as
máquinas (computadores ou servidores) funcionais e interativas, tanto entre si
como com os seres humanos. É um termo comumente utilizado para se referir
a um programa de computador que possua uma finalidade específica.
willinhares.blogspot.com.br 8
Sistema Operacional
É o programa para computador responsável por tornar o computador utilizável,
pois estabelece uma interface entre a máquina e o humano, e também entre a
máquina e outros programas. Controla os dispositivos, tais como teclado, disco
rígido, mouse, leitor de CD, etc... Exemplos: LINUX, UNIX, McOS, Windows.
Rede de Computadores
É uma tecnologia que permite interligar os computadores de maneira que
possam transferir dados entre eles, ou permitir a um computador acessar
serviços localizados em outro computador. Por exemplo, em uma rede
podemos ter vários computadores e apenas um impressora, e através desta
rede podemos permitir que todos os computadores imprimam nesta
impressora, a qual esta compartilhada por um único computador da rede. Este
computador que possui a impressora e permite que os outros imprimam nela
está atuando como servidor do serviço de impressão. Atualmente ma maioria
das redes utilizam-se cabos de cobre para a conexão entre os computadores
(ver Cabeamento Estruturado).
Cabeamento Estruturado
É um método de instalação dos cabos que interligam computadores em uma
rede interna ( localizada em um mesmo prédio), permitindo que os mesmos
possam ser utilizados tanto para computadores como para telefones, e
permitindo uma grande flexibilidade ao ocorrer remanejamento de ramais ou
computadores.
Entende-se por cabeamento estruturado aquele que é projetado de modo a
prover uma infraestrutura que permita evolução e flexibilidade para serviços de telecomunicações, sejam de voz, dados, imagens, sonorização, controle de iluminação, sensores de fumaça, controle de acesso, sistema de segurança, controles ambientais (ar-condicionado e ventilação) e considerando-se a quantidade e complexidade destes sistemas, é imprescindível a implementação de um sistema que satisfaça às necessidades iniciais e futuras em telecomunicações e que garanta a possibilidade de reconfiguração ou mudanças imediatas, sem a necessidade de obras civis adicionais.
Até o final dos anos 80 todos os sistemas de cabeamento serviam apenas a uma aplicação, ou sejam eram sistemas dedicados, estes sistemas eram sempre associados à um grande fabricante, que mantinha um tipo de processamento centralizado, isto gerava um grande problema, caso houvesse necessidade de migrar-se de uma aplicação para outra, abandonava-se o sistema antigo, e instalava-se um novo sistema, gerando um acumulo de cabos, terminações e equipamentos ociosos. As taxas de transmissão estavam limitadas ao no máximo 16MB/s.
No início de 1985, preocupadas com a falta de uma norma que determinasse parâmetros das fiações em edifícios comerciais, os representantes das indústrias de telecomunicações e informática solicitaram para a CCIA – Computer Communication Industry Association, que fornecesse uma norma que abrangesse estes parâmetros, ela solicitou então para a EIA – Electric Industry Association, o desenvolvimento desta norma, em julho de 1991 saía a 1ª versão da norma publicada como EIA/TIA 568, e subseqüentemente, vários boletins técnicos foram sendo emitidos e incorporados a esta norma. Em janeiro de 1994, foi emitido a norma que perdura até hoje e que saiu como EIA/TIA 568 A, sua versão foi atualizada em 2000.
Um sistema de cabeamento estruturado permite o tráfego de qualquer tipo de sinal elétrico de áudio, vídeo, controles ambientais e de segurança, dados e telefonia, convencional ou não, de baixa intensidade, independente do produto adotado ou fornecedor.
Este tipo de cabeamento, possibilita mudanças, manutenções ou implementações de forma rápida, segura e controlada, ou seja toda alteração do esquema de ocupação de um edifício comercial é administrada e documentada seguindo-se um padrão de identificação que não permite erros ou dúvidas quanto aos cabos, tomadas, posições e usuários.
Para estas características sejam conseguidas, existem requisitos mínimos relativos à distâncias, topologias, interconectividade e transmissão, permitindo desta forma que atinja-se o desempenho esperado.
Tendo base que um sistema de cabeamento estruturado, quando da instalação, está instalado em pisos, canaletas e dutos, este sistema deve se ter uma vida útil de no mínimo 10 anos, este é o tempo médio da vida útil de uma ocupação comercial.
Redes sem Fio (Wireless)
Atualmente a maioria das redes são construídas de tal maneira que os computadores devem estar interligados por cabos. Existem tecnologias novas que suprimem a utilização dos cabos, permitindo que os computadores permaneçam interligados através de ondas de rádio, permitindo uma maior mobilidade, como no caso dos microcomputadores portáteis (Notebooks), ou locais onde a instalação dos cabos não seja a melhor opção.
Cliente/Servidor
Trata-se de um conceito, onde existem duas partes envolvidas no processo técnico de operação de um sistema. De um lado, existe uma máquina que centraliza todos dados e sistemas, sendo chamado de “servidor”, e de outro lado, estão todas as máquinas que acessam este último através de uma conexão de rede (clientes) . O servidor é assim chamado pois possibilita a utilização de algum serviço, como por exemplo: espaço para armazenamento de arquivos, impressão de documentos, banco de dados, acesso compartilhado à Internet, contas de correio eletrônico, e muitos outros tipos de serviços.
Internet
É uma rede de computadores mundial, interligados entre si, e permitindo a troca de informações entre pessoas e instituições comerciais ou não. As informações podem ser acessadas de diversas maneiras. As mais comuns são pela WWW (World Wide Web), E-mail e por Mensagens Instantâneas (ICQ, Messenger)
Intranet
Em uma empresa, trata-se uma rede interna, que utiliza as mesmas linguagens, e tecnologias da Internet, possibilitando que os funcionários possam interagir com informações em interfaces semelhantes ás da Internet.
Extranet
É o acesso externo controlado a uma intranet. Ou seja, os usuários que estiverem fora da empresa, podem, através de uma conexão via internet, e de uma autenticação com nome de usuário e senha, acessar as informações da intranet.
E-mail
É um serviço de correio eletrônico (isto é, troca de mensagens ou arquivos em forma de correspondência intermediado por computador), onde as mensagens, ou arquivos são enviados pela intranet ou pela internet, permitindo a comunicação entre os usuários ou contas de correio eletrônicas cadastradas.
Web Site
A tradução literal seria “sítio ou local na teia mundial de computadores”, entretanto os usuários estão acostumados a chamar de “Site”, em inglês mesmo. É um espaço na Internet, destinado ao armazenamento de divulgação de informação. Está sempre associado a um endereço WWW (World Wide Web), que é um dos serviços existentes na Internet. Exemplo: http://www.ifmg.edu.br
Navegador
É um programa utilizado para acessar as informações da WWW (world wide web) na Internet.
Vírus e Anti-vírus
O temo vírus em informática refere-se a um programa desenvolvido para prejudicar, danificar, ou alterar indevidamente um sistema operacional, tornando o mesmo inutilizável ou lento. Este programa tem a capacidade de criar cópias dele mesmo e espalhar-se para outros computadores automaticamente, processo denominado de infecção. Anti-vírus, são programas desenvolvidos para eliminar os vírus de computador, identificando-os e apagando-os dos arquivos infectados
Office
É um pacote de programas utilitários, incluindo editor de texto, planilha de cálculo, programa para criação de apresentações em forma de slides, e em alguns casos, um pequeno gerenciador de banco de dados.
Programas de Código Aberto
Normalmente os programas para computador são desenvolvidos por empresas que cobram uma taxa para permitir a utilização pelos usuários (Licença de Uso). A maioria destes programas são fechados para visualização de como foram construídos, não podem ser modificados pelos usuários, e não podem ser estudados. Recentemente, com o advento da Internet, surgiram programas para computador desenvolvidos por colaboração entre programadores espalhados ao redor do mundo. Devido a esta técnica de desenvolvimento colaborativo, os programas ficam abertos para quem quiser contribuir. Ou seja, os códigos da linguagem de programação em que foram desenvolvidos podem ser visualizados, modificados e distribuídos livremente. O Linux, é um exemplo (trata-se de um sistema operacional), que foi inteiramente elaborado como código aberto, e pode ser uma opção para usuários que não podem pagar pelas licenças de uso do sistema operacional Windows.
Licença de uso GPL
É a licença de uso normalmente utilizada pelos programas de código fonte aberto. Este tipo de licença permite que o programa seja distribuído livremente, copiado e instalado em qualquer quantidade de computadores que o usuário ou a organização necessite. A sigla GPL significa General Public Licence – Licença Pública Geral), e pode ser visualizada na íntegra em: http://www.gnu.org/licenses/lgpl.txt. O Linux é um exemplo de programa distribuído sob a licença GPL.
Backup
É a atividade de realizar cópias seguras dos dados e arquivos da empresa, guardando-os em local seguro. Para isto são utilizados equipamentos especificamente desenvolvidos para esta finalidade. Estes equipamentos escrevem os arquivos a serem arquivados em uma mídia removível, como por exemplo, uma fica magnética, um CD, um DVD, etc.
Alta Disponibilidade
É um conceito que permite que os dados e arquivos ou serviços em rede de uma organização estejam sempre disponíveis para os usuários (24 h/dia), através minimização as falhas que ocorrem nas máquinas. Normalmente isto é obtido pela redundância de máquinas ou peças como HD, placa de comunicação em rede, processadores, fontes de energia e outros.
Voz Sobre IP
É a tecnologia que permite trafegar voz pela rede de computadores interna ou pela Internet. Esta tecnologia possibilita uma redução do custo das ligações interurbanas ou internacionais.
Firewall
É um programa que preserva a rede interna do acesso externo (por exemplo da Internet). Pode controlar o que pode ou não ser acessado na Internet, bloqueando ou liberando serviços conforme as necessidades da empresa.
Proxy
É um programa que controla o acesso à WWW, permitindo o bloqueio de “web sites” indesejados por palavra chave. Por exemplo, pode-se configurar no proxy que qualquer endereço contendo a palavra “esporte” não pode ser acessado. Sendo assim, os endereços “http://www.esporte.com.br” ou “http://www.uol.com.br/esporte” não poderiam ser acessados. Além disso é possível gerar relatórios de acesso por usuário, possibilitando à gerência monitorar o comportamento dos funcionários na Internet.
1.4 Uso dos recursos na Logística
O termo hardware passa essencialmente pelo conceito de equipamento, isto é, computadores e periféricos, e softwares são os programas utilizados pelos computadores para executar suas funções. Alguns hardwares utilizados em atividades logísticas são:
• códigos de barra, tecnologia de colocação de códigos legíveis por computador em itens, meio eficaz de identificar produtos mediante a conversão pelo computador da leitura feita por um sensor. Segundo Gonçalves (2007, p. 336), o código de barras é uma das mais importantes aplicações de hardwares na Logística, já que simplifica a entrada de dados nos sistemas informatizados e, consequentemente, facilita as operações nos pontos de vendas, despacho e recebimento de cargas;
• EPC (Eletronic Product Code),são etiquetas eletrônicas que servem como identificação por rádio freqüência, tecnologia bastante utilizada em itens de maior valor agregado;
• coletores de dados, amplamente utilizados no varejo, seja na entrada, na movimentação e na saída de produtos, contagem de estoque e inventários;
• sistemas de rádio freqüência (são constituídos de coletores de dados operados a distância);
• GPS (Global Positioning Systems), sistema de posicionamento global que possibilita ao usuário determinar sua posição tridimensional em qualquer lugar da Terra, utilizado para rastreamento de frotas.
Fonte: Adaptado de Feldens (2005) e Bandeira e Maçada (2008).
Segundo Vieira (2001), as aplicações de TI na Logística podem ser classificadas em quatro grupos:
• Planejamento
• Comunicação
• Controle
• Execução
Exercício de fixação:
1) O que era o ENIAC? E qual a sua importância?
2) Qual é a origem da logística e qual é o conceito utilizado hoje em dia?
3) Defina Hardware e Software.
4) Descreva uma rede de computadores.
5) Qual é a importância do cabeamento estruturado?
6) Existe redes sem fio? Como funciona?
7) Explique o que é servidor? Qual a utilidade de ter um servidor?
8) Diferencie Internet, Intranet, Extranet.
9) De exemplos de como podemos utilizar essa tecnologia na logística.
Referências Bibliográficas
ALVEZ, Maria E. Ballestero. Manual de organização, sistemas e métodos: abordagem teórica e prática da engenharia da informação. Rio de Janeiro: Atlas, 2010.
AUDY, Jorge Luis Nicolas. Fundamentos de Sistemas de Informação. Porto Alegre: Bookman, 2008.
LAUDON, Kenneth C. LAUDON, Jane P. Sistemas de informação gerenciais: administrando a empresa digital. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
MATTOS, Antonio Carlos M. Sistemas de informação: uma visão executiva. São Paulo: Saraiva, 2010.
AUDY, Jorge Luis Nicolas, BRODBECK, Ângela Freitag. Sistemas de Informação. Planejamento e alinhamento estratégico nas organizações. São Paulo: Bookman, 2003.
GOLDBARG, M. C.; LUNA, H.P. L. Otimização Combinatória e Programação Linear: Modelos e Algoritmos .Editora Campus, Rio de Janeiro, 2000.
BANZATO, Eduardo. Tecnologia da Informação Aplicada à Logística. São Paulo: IMAN, 2005.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
O RELATÓRIO
Exemplo de um relatório simplificado de auditoria feita em uma empresa multinacional no ramo de manutenção eletromecânica. Vamos considerar o nome dela como EMPRESA X, sendo que é bem comum ter esses problemas identificados na maioria das grandes empresas que tem uma numero considerável de colaboradores e vários almoxarifados, lembrando que esse relatório é bem especifico para situação que se encontrava a EMPRESA X e o que ela estava disposta a fazer devido reuniões anteriores.
Além das falhas da gestão do almoxarifado por falta de estrutura para poder fazer uma controle mais eficiente, existe também a influencia da chefia que esta no campo (Supervisores e encarregados), que na dinâmica das atividades apenas fazem cobranças muitas fezes deixa de fazer a parte deles por não devolverem as ferramentas e equipamentos ficando guardados em malões em algum momento o material se torna indisponível em outras frentes de serviços.
A maneira mais apropriada para lidar com isso, é implantar um controle rigoroso, e dividindo também as responsabilidades na chefia do campo, que é a principal interessada no bom funcionamento do almoxarifados, como o almoxarifados tem eles como o principal cliente.
Relatório de identificação de problemas, Plano de ação e sugestões de melhorias dos Almoxarifados da da EMPRESA X.
“Toda mudança requer sempre 3 fatores:
Coragem para enfrentar os desafios;
Humildade para aceitar o novo;
Perseverança para insistir na transformação.”
1º PROBLEMA IDENTIFICADO:
Falta do inventario real de todas as ferramentas e equipamentos (não existe um controle eletrônico, virtual, documental e físico) ;
Não se sabe o que nem o quanto tem de equipamentos e ferramentas da EMPRESA X ou Fornecedor;
Existe uma grande parte de equipamentos e ferramentas guardados em malões de supervisores;
Existe uma lista relativamente significativa de funcionários devendo ferramentas e equipamentos para o almoxarifado;
Não se sabe qual ferramenta e equipamentos pertence a qual almoxarifado;
Existe uma falha nas requisições de controle dos equipamentos e ferramentas. (Iremos tratar desse assunto mais a frente quando falamos de requisições);
STATUS DESSA SITUAÇÃO:
Critico.
Essa situação impacta nos gasto com materiais locados, e compromete o melhor uso dos recursos para os clientes (Todos colaboradores que fazem uso dos equipamentos e ferramentas para desenvolver as atividades manutenção).
PLANO DE AÇÃO:
Levantar todos os colaboradores que estão pendentes nos almoxarifados e solicitar providenciar legalização de sua situação.
( Identificar o colaborador, saber função, identificar o líder e o supervisor que esteja subordinado);
Localizar e identificar todos os malões existentes da EMPRESA X, pedir que seja entregue aos almoxarifados para que sejam recolhidas todas as ferramentas e equipamentos para entrar no inventário. (Envolver os supervisores).
Montar uma equipe para fazer o levantamento do inventario (Utilizar além da mão de obra dos almoxarifados utilizar outros colaboradores da área);
Marcar dois dias mais tranquilos para fazer todo o levantamento de todos os almoxarifados;
Marcar os equipamentos dos almoxarifados com duas cores, uma cor identificando que foi feito a vistoria nos equipamentos e ferramentas (Estipulando um período periódico para fazer as vistorias), e a outra cor para identificar qual almoxarifado pertence aquela ferramenta e equipamento. (Fazendo isso obrigamos o colaborador entregar para o mesmo almoxarifado e almoxarife que pegou as ferramentas e equipamento);
Fazer um controle em planilhas, documental e físico de todas as ferramentas e equipamentos;
2º PROBLEMA IDENTIFICADO:
Falhas na gestão dos almoxarifados;
Trocas de almoxarifes dos almoxarifados;
Falhas na comunicação;
Desordem nas folgas e escalas.
STATUS DESSA SITUAÇÃO:
Moderado;
PLANO DE AÇÃO:
Controle mais rigoroso, criar lista de pendencia devedores do almoxarifado, onde ele fica bloqueado momentaneamente de pegar mais ferramentas e equipamentos, sendo avalizado apenas pelo seu supervisor;
Eliminar os rodízios desnecessários, deixar cada um em um almoxarifado fixo;
Estabelecer comunicação entre os almoxarifes e almoxarifados com relação às pendências e devedores de uma maneira mais dinâmica. (Arrumar rádios ou telefones com os almoxarifes e as lista de pendencias). Ter uma melhor comunicação horizontal e vertical;
Otimizar as escalas e as folgas.
3º PROBLEMA IDENTIFICADO:
Falha no arquivamento;
Falhas nas documentações de controle. (Requisições, Lista de pendencias, Documentos de autorização);
Falta de um relatório diário das situações mais importantes decorrentes do dia no Almoxarifado;
Falta de padronização dos almoxarifados.
STATUS DESSA SITUAÇÃO:
Critico.
PLANO DE AÇÃO:
Colocar um arquivo para montar uma pasta de cada colaborador com todo o seu histórico no almoxarifado. Criar uma pasta de pendencias com as fixas que tiverem abertas dos colaboradores devedores;
Reformular as requisições. (Colocar das de almoxarife que fez o atendimento, área que o colaborador esta trabalhando, nome do supervisor).
Criar lista de pendencia atualizada semanalmente.
Criar documento onde o supervisor avaliza o seu colaborador que esta devedor no almoxarifado;
Adotar um livro diário para fazer as anotações das coisas mais importantes do dia. (Abrir com a data do dia, colocar coisas como pedidos ferramentas ou equipamentos que esteja necessitando na área, recebimento de material, ferramenta ou equipamento danificado etc);
Padronizar todos os almoxarifados nas identificações, armazenamentos, documentos, pontos de energia para as maquinas de solda, lixadeiras e posturas dos almoxarifes.
4º PROBLEMA IDENTIFICADO:
Falta de ciclo de compras;
Falta de documentação de pedidos.
STATUS DESSA SITUAÇÃO:
Moderado.
PLANO DE AÇÃO:
Criar ciclo de compras. (Quinzenal ou mensal);
Criar requisição de compras e requisição de pedidos de ferramentas e equipamentos. (identificar o solicitante e o motivo).
5º PROBLEMA IDENTIFICADO:
Falta de um almoxarifado central.
STATUS DESSA SITUAÇÃO:
Moderado.
PLANO DE AÇÃO:
Criar um almoxarifado central. (Para estocar e controlar os materiais consumidos)
6º PROBLEMA IDENTIFICADO:
Atendimento nas paradas.
STATUS DESSA SITUAÇÃO:
Moderado.
PLANO DE AÇÃO:
O supervisor de cada área onde tiver a parada, disponibilizar um mecânico e um soldador no dia anterior da para serem separadas e testadas as ferramentas e equipamentos que serão utilizados. Colocaremos tudo dentro de um malão onde poderemos transportar com o caminhão em um horário previamente estabelecido.
7º PROBLEMA IDENTIFICADO:
Falta de controle de consumo.
STATUS DESSA SITUAÇÃO:
Moderado.
PLANO DE AÇÃO:
Controlar as saídas de matérias, identificando as áreas e os supervisores. Mensurando o consumo e o custo por equipe.
SUGESTÕES DE MELHORIAS:
1. Cada almoxarife ou almoxarifado deveria ter um radio um de comunicação ou um telefone para agilizar a comunicação.
2. Cada mecânico ter um kit com as ferramentas que mais são usadas nas execuções dos serviços.
3. Cada soldador ter sua maquina de solda com uma Esmerilhadeira 4 ½” e seus apetrechos.
4. Ter uma requisição de material de consumo especifica aonde já viria preenchida do campo para o almoxarifado com a solicitação dos materiais e assinadas pelo líder ou supervisor.
5. Estipular metas para as equipes dentro de um período.
6. Estabelecer bonificações para as metas alcançadas.
7. Criar um almoxarifado móvel, para atender demandas de turnos ou pequenas paradas.
8. Montar um kit para cada supervisor com extensão, mascara de proteção.
9. Cada almoxarifado ter uma um estoque mínimo de alguns EPI’S mais consumidos, tais como, protetor auricular tipo plug, mascaras PF1 e 2, luvas.
domingo, 20 de outubro de 2013
ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO E MATERIAIS (2º Parte)
ADMINISTRAÇÃO
DE MATERIAIS
Materiais
necessários, na hora certa, no dia certo, na quantidade certa. Utilizam os
conceitos básicos em:
_ Administração
de Materiais: é o planejamento e controle de materiais, das compras, recepção, transporte,
estocagem, movimentação; é a administração dos fluxos dos materiais.
Classificamos
em cinco etapas.
- 1ª
Etapa - em matéria-prima / insumos básicos p/ produção;
- 2ª
Etapa - materiais em processamento – processo produtivo;
- 3ª
Etapa - materiais semiacabados (produtos parcialmente acabados);
- 4ª
Etapa - materiais acabados prontos p/ anexar (falta embalar, agregar valor);
- 5ª
Etapa - produtos acabados – prontos para consumo;
_ Conceito
de Suprimento: aquisição e movimentação de materiais a disposição – é a
programação das necessidades para suprir, fornecer os produtos p/ o processo
produtivo.
_ Conceito
de Compras: é a localização dos fornecedores, aquisição e pagamento de acordo
com as necessidades.
O CICLO DE COMPRA É:
- Análise
das ordens de compra;
-
Localização e seleção dos fornecedores;
-
Negociação com o fornecedor;
-
Acompanhamento e recebimento dos materiais;
FUNÇÕES E
IMPORTÂNCIA DO RESPONSÁVEL PELA COMPRA
Por ser
uma atividade responsável pela maior fatia do Capital de Giro de uma empresa,
comprar bem é tão importante quanto produzir e vender. As funções são:
-
Conhecer o mercado
-
Conhecer o nível de estoque
- Manter
atualizado o cadastro de fornecedores
- Estar
em sintonia com as áreas de produção, vendas e finanças da empresa.
Preços –
pesquise, compare e negocie sempre para reduzir os custos dos produtos, ter um
bom preço para o cliente e vender com certa margem de lucro.
Qualidade
– conheça as exigências de seus clientes e compare o que melhor se adapte a
eles; procure melhorar os produtos, evite desperdícios; conferir os produtos
nos detalhes e especificações;.
Quantidade
– Conheça os estoques mínimos e máximos, compre mais vezes em menos quantidade,
evite ao máximo estoques.
Prazo de
pagamento – o prazo de pagamento deverá ser superior ao giro dos estoques e
maior que o prazo de recebimento das vendas.
Seleção
de fornecedores – tenha no seu fornecedor um parceiro, onde atende os
requisitos de prazo, valor, confiabilidade e qualidade.
_ Conceito
de Logística: coordena a estocagem, o transporte, o inventário das informações
e entrega de produtos acabados.
A
necessidade do cliente deverá ser analisado e atendido pelo estoque existente
ou pela reposição da compra.
O
recebimento e armazenamento deverá estar sendo conferido e controlado pela área
responsável, observando a qualidade.
A
distribuição dos materiais deverá ser considerada os seguintes fatores: local,
prazo, custo, em condições de qualidade.
SEGURANÇA
NO TRABALHO
A
prevenção de acidentes, cujo objetivo principal é resguardar a vida e saúde do
homem, deve ser preocupação não só do empresário, mas de todos na empresa. É
preciso identificar as situações de riscos de acidentes (atos e ambientes
inseguros). Implantando programas de caça aos riscos, com bonificações,
prêmios.
Cumprir e
fazer cumprir as exigências de segurança estabelecida nas normas.
LOGÍSTICA
COMO FERRAMENTA COMPETITIVA
O meio
empresarial está vivenciando uma fase em que a competitividade esta cada vez
mais acirrada nos diversos segmentos de mercado, isto devido a globalização
econômica que tem se acompanhado.
Neste
ambiente as empresas têm buscado alternativas para manter sua competitividade
através de dois tipos básicos de vantagem competitiva: menor custo e
diferenciação nos serviços.
Portanto,
não basta às empresas tentarem se sustentar apenas na marca de seu produto, a
qualidade também é um ponto muito importante. Qualidade entendida não apenas do
produto, mas qualidade também no nível de serviço oferecido aos clientes, isto
faz com que surja canais alternativos tal como a logística com o
intuito
de auxiliar a empresa tornar-se competitiva.
Para que
a logística possa obter êxito é necessário considerar um fator muito importante
que é a capacitação e o treinamento. Deve haver a capacitação de profissionais
nesta área para que estes possam desenvolver e aplicar programas de treinamento
aos funcionários destas empresas. Mas, para alcançar o objetivo proposto, é
necessário haver o comprometimento e a conscientização por parte das pessoas envolvidas
no processo.
No que se
trata de pesquisas e publicações científicas, encontram-se vários estudos que
tratam de problemas logísticos funcionais, como roteirização e dimensionamento
de frota de veículos, localização, dimensionamento e layout de armazéns,
seleção de fornecedores etc. Em contra partida são escassos estudos
direcionados à integração das atividades logísticas na empresa, à quantificação
e definição do nível de serviços aos clientes, transportadores e à integração
de todos estes fatores dentro da cadeia logística.
Em outras
palavras, a execução das atividades relativas à movimentação de materiais e ao
fluxo de informações, é feita de forma segmentada. Este enfoque fracionado
incutido nas empresas traz algumas consequências nocivas:
_ Ciclos logísticos
de maior duração.
_ Custos
logísticos elevados.
_ Nível
de serviço ao cliente aquém do desejado.
Aliado ao
tratamento fracionado dado às atividades logísticas, deve-se destacar a falta
de profissionais que dominem e possuam habilidades para planejar, executar e
analisar todas as atividades de forma integrada.
A
logística busca o elo de ligação entre o mercado e a atividade operacional da
empresa, estendendo-se sobre toda a organização desde a aquisição da
matéria-prima até a distribuição do produto ao seu cliente. O eficiente
gerenciamento da cadeia logística pode ser alcançado através da logística
integrada, a qual consiste no reagrupamento das atividades logísticas em um
único processo, onde se busca a máxima coordenação entre as atividades
logísticas, desde a entrada da matéria-prima, produção até a entrega do produto
acabado.
O
AMBIENTE EMPRESARIAL
As
empresas desenvolvem suas atividades no meio de um macro ambiente com a qual
elas interagem, o qual condiciona de forma considerável seu funcionamento.
O êxito
destas empresas dependerá da sua capacidade em encontrar um ponto de equilíbrio
dinâmico e permanente.
O
ambiente não permanece estático ele está em constante mutação de época para
época. Se fosse estabelecida uma comparação com um processo hidrodinâmico para
caracterizar o macro ambiente, poderia se distinguir uma mudança de caráter
laminar e outra de turbulento.
O
primeiro caso consiste em um tipo de mudança em que as trajetórias do que está
em movimento se mantêm estáveis com o decorrer do tempo. As previsões são
confiáveis, a demanda é sustentada e o foco passa a ser o volume.
No segundo
tipo de mudança, de caráter turbulento, as trajetórias das mudanças não se
mantêm estáveis. A demanda é variável, as previsões tornam-se pouco confiáveis
e, por isso, a necessidade de realizar mais previsões, já que é essencial
antecipar-se às mudanças que irão ocorrer para poder reagir com maior rapidez.
Estas
características da mudança do macro ambiente condicionam a forma de gerenciar
as empresas.
Para que
uma empresa possa sobreviver em um ambiente turbulento, precisa oferecer
resultados – em quantidade, variedade, qualidade, preços, prazos – compatíveis
com as necessidades e expectativas dos clientes. Nesse contexto, a logística
pode tornar-se um diferencial competitivo para a empresa.
Para
atingir esses resultados a empresa sofre pressões do ambiente externo com a
qual ela mantem inter-relação, como: políticas do governo, infra-estrutura,
religioso, cultural, ecológico, jurídico, sanitário, financeiro.
EVOLUÇÃO
DA LOGÍSTICA
Ela é uma
atividade muito antiga, porém experimentou uma grande evolução principalmente
nas últimas décadas, como exemplos têm a II Guerra Mundial e mais recentemente
na Guerra do Golfo em 1991.
A
evolução da logística pode ser dividida em três períodos distintos:
Quantidade
Variedade
Preços
1) Antes
de 1950
Diferentes
áreas eram responsáveis pelas atividades logísticas.
· Transporte
era responsabilidade da gerência de produção
· Estoque
era responsabilidade de marketing, finanças ou produção.
· Processamento
de pedido era responsabilidade finanças ou produção.
2) Entre
1950-1970
· Ambiente
propício para as novidades na área administrativa ocasionando uma decolagem
tanto a nível prático como teórico.
· Ênfase
na importância da distribuição física por parte de professores e estudiosos
americanos.
· Mudanças
na distribuição física - entregas mais rápidas e minimização de custo de
estocagem.
· Adoção
de modelos matemáticos e programação linear, teoria de controle de estoques e
simulação para solucionar problemas logísticos.
3) Entre
1970-1990
· Os
princípios básicos amplamente estabelecidos começam a proporcionar benefícios
as empresas.
· Preocupação
na geração de lucros e não no controle de custos.
· Competição
mundial dos bens manufaturados, a falta de matérias-primas, elevação do preço
do petróleo e aumento da inflação, filosofia direcionada a gestão dos
suprimentos em vez do estímulo à demanda.
O
tratamento das atividades logísticas nas empresas pode ser classificado em
várias fases, de acordo com o grau de inter-relação existente entre os diversos
agentes da cadeia. Esse relacionamento inicia-se na fase em que a empresa trata
os problemas logísticos somente em sua óptica interna, passa em seguida pelos primeiros
rumos à integração empresa-cliente, progride posteriormente em direção ao
tratamento integrado empresas-fornecedores e atinge a fase da logística
integrada
FLUXOS
LOGÍSTICOS
Os fluxos
logísticos podem ser definidos como o mapeamento de todo o processo de
atendimento ao cliente, através de um fluxograma.
O
processo de atendimento ao cliente vai desde a emissão do pedido, administração
de vendas, PCP, suprimento, fabricação, armazenagem até a distribuição física.
A redução
do “lead-time” deste processo trás benefícios e um melhor serviço, proporcionando
assim uma real vantagem competitiva.
São três
os fluxos logísticos:
_ Fluxo
material - é o mapeamento através de fluxograma, de como fluem as
matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados pelas diversas áreas
por onde passam.
_ Fluxo
de Informações - são todas as informações adjuntas ao fluxo material e onde
são processadas, também descritas por meio de fluxograma. O fluxo informativo é
que comanda o Fluxo Material.
_ Fluxo
financeiro - também descrito em um fluxograma, demonstra como são feitos os
pagamentos e cobranças que possibilitam a movimentação fluxo material.
CONCEITUAÇÃO
DE LOGÍSTICA
O termo
logística origina-se no verbo loger que significa alojar. Adotada
como estratégia militar, era responsável pelo: planejamento, transporte,
armazenamento e abastecimento das tropas no campo de batalha.
Logística
pode ser conceituada como sendo a atividade responsável pela aquisição,
movimentação, armazenamento, produção e distribuição de produtos até o seu
cliente final, através dos fluxos que os coloca em movimento.
De acordo
a maior organização profissional de logística no mundo The Council of
Logistic Management dos Estados Unidos, logística é o processo de planejar,
implementar e controlar o fluxo e armazenagem eficiente e efetivo de
matérias-primas, estoques em processo, produtos finais, serviços e a correspondente
informação desde o ponto de origem até o ponto de consumo, incluindo movimentos
de entrada de saída, internos e externos, para os propósitos e tendo em conta
os requerimentos dos cliente.
A
logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de
rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, por
meio de planejamento, organização e controles efetivos para as atividades de
movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos.
A
logística, portanto, engloba desde a cadeia de suprimentos (supply chain)
até a distribuição física, procurando administrar eficientemente o fluxo
material, financeiro e de informações que os coloca em movimento.
A missão
do profissional da área de logística, é portanto, colocar os bens e serviços
certos, no lugar certo, na hora certa, na quantidade certa e nas condições
desejadas, ao menor custo.
A
logística empresarial pode ser representada pela seguinte relação:
Logística empresarial = suprimento físico + logística de produção
+ distribuição física
A
logística está presente nos diversos tipos de empresa e para cada o desenho
esta tem funções distintas.
_ Empresas
transformadoras de matéria-prima em insumos para outras indústrias - dedicam
especial atenção à Logística de suprimento, pois é nessa fase de seu sistema
industrial que se concentram os maiores problemas. A distribuição de seus
produtos é uma operação relativamente mais simples, pois são adquiridos em
quantidades maiores, entregues em menor número de destinos.
_ Empresas
atacadistas – se caracteriza pelo fato de que os produtos são idênticos aos
insumos, uma vez que não há fabricação, mas apenas comercialização em larga
escala.
_ Empresas
transportadoras – possui semelhanças com os atacadistas. Recebem mercadorias
diversas numa ponta, e as transportam para destinos diversos. O tempo de
armazenagem é mínimo, apenas durante o curto período necessário para efetuar a
triagem e o despacho.
Certas
empresas se especializam em carga fracionada ou parcelada. Nesse caso, o
processo de coleta e distribuição adquire aspecto distinto em termos de frota
(tipo de veículo), roteiros, operações nos depósitos.
_ Empresas
varejistas – se caracterizam por receber mercadorias concentrada em grandes
lotes, proveniente diretamente das indústrias ou de atacadistas, e distribuição
pulverizada, atendendo aos inúmeros clientes que adquirem os produtos nas suas
lojas. O processo de distribuição de produtos aos clientes é bastante complexo
porque, muitas vezes, envolve veículos especiais, problemas de roteirização,
etc., além de excessivo número de itens para processar, documentar e coordenar.
_ Banco –
apesar da automação bancária, a maior parte das transações implica na emissão
de documentos. O próprio cheque, quando é depositado numa conta corrente, deve
chegar à agência
do
emitente para conferir assinatura, etc. Dessa forma, a operação bancária exige,
com muita frequência, o transporte de documentos que deve atender as restrições
rígidas de temo (os cheques, compensados de uma agência devem chegar com tempo
suficiente para serem verificados e retornados à compensação no caso de não
terem fundos, quando a assinatura não confere, etc.).
Em
Logística, tanto o suprimento quanto a distribuição são igualmente importantes.
A maior ênfase num ou noutro dependerá das características de cada empresa.
A
logística para alcançar seus objetivos desempenha atividades primárias e de
apoio.
ATIVIDADES
PRIMÁRIAS
As
atividades primárias são essências para a coordenação e realização da tarefa
logística:
_ Transportes:
· É a
atividade logística mais importante, pois nenhuma empresa moderna pode operar
sem movimentar suas matérias-primas ou produtos.
· Encontra
problemas financeiros quando há a ocorrência de greves e aumento no preço dos combustíveis,
ocasionando atrasos na entrega e deterioração dos produtos.
· Adiciona
valor de lugar ao produto.
· Existem
vários modais utilizados para movimentar produtos, tais como: rodoviário,
ferroviário e aeroviário.
· Envolve
decisões quanto a escolha de modal, roteirização e utilização da capacidade do veículo.
_ Manutenção
de estoques:
· Agem como
amortecedores entre oferta e demanda.
· Agrega
valor de tempo ao produto.
· Produtos
mais próximos aos consumidores e/ou fábricas.
· Manutenção
de baixos estoques provendo disponibilidade de produtos aos clientes.
_ Processamento
de pedidos:
· Elemento
crítico em termos de tempo necessário para levar bens e serviços aos clientes.
· Refere-se
a coleta, verificação e transmissão de informações sobre vendas.
· Atividade
que inicializa a movimentação de produto e entrega de serviços.
· Este
conjunto de atividades formam o ciclo crítico de atividades logísticas.
ATIVIDADES
DE APOIO
As
atividades primárias necessitam de uma série de atividades adicionais que lhes
dão apoio. As atividades de apoio são:
_ Armazenagem:
administração do espaço necessário para manutenção de estoques.
Localização, dimensão da área, layout, recuperação do estoque, projeto de docas
ou baias de atracação e
configuração
do armazém.
CLIENTE
_ Manuseio
de materiais: é uma atividade relacionada a armazenagem. Refere-se à
movimentação do produto no armazém. São problemas importantes: seleção do
equipamento de movimentação, procedimentos para formação de pedidos e
balanceamento da carga de trabalho (formação de pedidos).
_ Embalagem
de proteção: a embalagem de proteção do produto tem o objetivo de garantir
a movimentação sem quebras, além do que também propiciam o manuseio e
armazenagem de forma eficiente.
_ Obtenção:
Trata do fluxo de entrada (suprimento). Refere-se a seleção das fontes de
suprimentos, quantidades a serem adquiridas, programação de compras e a forma
pela qual o produto é comprado.
_ Programação
do produto: A programação trata do fluxo de saída (distribuição). Que
quantidades devem ser produzidas e quando e onde devem ser fabricadas.
_ Manutenção
de informação: essências para o correto planejamento e controle logístico.
Fornece informações importantes sobre custo e desempenho.
ENFOQUE
SISTÊMICO DE LOGÍSTICA
Sistema
pode ser definido como um conjunto de partes coordenadas que interagem entre si
para realizar um conjunto de finalidades.
Na
logística, o enfoque sistêmico é vital. Os setores que se inter-relacionam
dentro de uma empresa, quando um problema logístico surge, são vários e possuem
visões diferentes: marketing, produção, comercialização, transporte, finanças
etc. Portanto, os conceitos de Teoria de Sistemas constituem uma das bases
fundamentais da Logística Aplicada.
– Visão
geral das atividades logísticas dentro das atividades tradicionais da empresa.
Segundo o
enfoque sistêmico é muito importante a identificação com clareza das relações
de causa e efeito entre os elementos que constituem o sistema.
A
logística numa visão moderna procura rearranjar as atividades existentes na
firma de modo que o gerenciamento seja facilitado. A logística ocupa posição
intermediária entre produção e marketing,
ela
procura criar atividades de interface que facilitem a otimização entre os
elementos que formam o sistema.
Exemplo:
a formação de preços ou embalagens são exemplos de atividades administradas conjuntamente
por logística e marketing. A formação de preço tem componentes tanto
geográficos como competitivos. Já compras e programação de produção são
exemplos de áreas de interface entre logística e produção. A produção deve
adquirir bens a custo e qualidade aceitáveis, enquanto a logística se preocupa com
a localização das fontes de suprimentos e os tempos para abastecimento. O setor
de compras toma estas decisões. A programação da produção toma decisões
similares. Ela se interessa pela sequência e tamanho dos lotes de produção a
serem fabricados, enquanto a logística novamente se preocupa com a localização
e os tempos da produção.
Os
sistemas apresentam diversas características dentre as quais podem ser
destacadas sete.
_ O
sistema é formado por componentes que interagem.
Os
sistemas, sejam eles mais ou menos complexos, são formados por componentes que
se inter-relacionam entre si e com o meio ambiente.
Os
componentes que formam parte de um sistema – seus subsistemas – não são apenas
colocados juntos, numa simples justaposição de elementos um ao lado do outro.
Ao contrário, quanto mais complexo o sistema, maior a interação entre eles: o
funcionamento de um deles resulta, quase sempre, na participação orquestrada
dos demais, ou de boa parte deles.
_ Quando
o sistema está otimizado, os componentes também o estão.
A EMPRESA
Atividades
típicas:
· Controle
de qualidade
· Planejamento
detalhado
· Manuseio
interno
· Manutenção
de equipamento
LOGÍSTICA
Atividades
típicas:
· Manutenção
de estoques
· Processamento
de pedidos
· Armazenagem
· Manuseio
de Materiais
Atividades
de interface:
· Padrões
de níveis de serviço
· Formação
de preço
· Embalagem
· Localização
de depósitos
Atividades
de interface:
· Programação
de produção
· Localização
industrial
· Compras
MARKETING
Atividades
típicas:
· Promoção/propaganda
· Pesquisa
de mercado
· Administração
da força de vendas
Não se
pode analisar de modo isolado cada componente do sistema e otimizá-lo
separadamente, como se os outros componentes e o conjunto não existissem. Isso
levaria a resultados errôneos e sem consequências práticas.
Para se
chegar a sistemas bem projetados, é necessário que seus subsistemas também
estejam otimizados, porém não de forma autônoma, e sim considerando as
inter-relações entre eles.
_ Todo
sistema tem pelo menos um objetivo.
Os
sistemas de alguma forma têm um ou mais objetivos bem definidos, pois o homem,
antes de mais nada, precisa definir claramente o que ele pretende com a sua
criação.
No que se
refere aos problemas logísticos, a definição dos objetivos, geralmente implica
na compatibilização de metas conflitantes entre diversos setores, como por
exemplo : venda x produção.
_ A
avaliação do desempenho de um sistema exige medida(s) de rendimento.
As
medidas de rendimentos são úteis para nos indicar em que estágio estamos no
processo evolutivo, ou se já alcançamos nosso objetivo. Como medidas de
rendimento temos: nível de serviço, produtividade, qualidade, eficácia,
eficiência, etc..
_ Sistemas
criados pelos homens requerem planejamento.
Como a
aplicação do enfoque sistêmico não é fácil, deve ser desenvolvido um
planejamento, seguindo as seguintes etapas:
1.
Identificar claramente os componentes (subsistemas), formando uma estrutura
adequada à análise.
2.
Considerar cada componente como um sistema.
3.
Estabelecer com clareza o objetivo pretendido.
4.
Estabelecer as medidas de rendimento do sistema e definir as variáveis que irão
representá-las.
5. Criar
alternativas viáveis, envolvendo processos e/ou tecnologias diferentes e cobrindo
uma gama ampla de rendimento.
6.
Analisar as implicações de cada alternativa em cada um dos componentes
(subsistemas).
7.
Otimizar os subsistemas de forma integrada.
8.
Calcular o rendimento e o custo, para cada alternativa, de cada componente ou
subsistema.
9.
Integrar os subsistemas de cada uma das alternativas de forma a gerar soluções
consistentes para o sistema.
10.
Avaliar as alternativas por meio da relação custo/benefício, custo/nível de
rendimento ou outra metodologia de avaliação econômica.
11. A
manutenção do nível de desempenho requer controle permanente.
Não basta
planejar e implantar bem um sistema. Para garantir seu bom funcionamento sem
perder o seu objetivo e nível de serviço é necessário estabelecer formas de
controle.
Para se
efetuar o controle, há a necessidade de garantir os objetivos pretendidos, não
se pode deixar os objetivos mudarem conforme as circunstâncias vão se
apresentando. Deve-se atuar sobre as variáveis que influem no rendimento, nos
custos e na interação do sistema com o ambiente externo. Em termos práticos são
estabelecidos controle de qualidade, controle de custos, controle dos prazos de
entrega, controle jurídico. Estes controles servirão como feedback (retroalimentação)
no sistema, o quais permitem que se façam correções de rumo, de forma a
garantir os objetivos desejados.
_ Interação
do sistema com o ambiente.
Tudo
aquilo em que o responsável pelo sistema (gerente) não pode interferir, faz
parte do ambiente (mundo externo). O ambiente limita o desenvolvimento livre de
um determinado sistema por meio de restrições, normas, premissas etc.
Há
restrições reais e fictícias, sendo que as fictícias muito perigosas pois
impedem muitas vezes a evolução e o progresso. O homem sistêmico, trabalhando
na área de logística, deve sempre considerar as restrições externas como
fictícias, enquanto estivem no papel, na cabeça ou na boca dos outros.
Esta
postura, de supor fictícia até que se prove em contrário é saudável. As
pressões contrárias que se seguirão, devidamente discutidas e esplanadas, fazem
com que o responsável pelo sistema perceba com segurança as fronteiras do
possível, encontrando os verdadeiros limites das restrições.
NÍVEL DE
SERVIÇO LOGÍSTICO
O nível
de serviço logístico é a qualidade com que o fluxo de bens e serviços é
gerenciado.
De acordo
com especialistas, o nível de serviço refere-se especificamente à cadeia de
atividades que atendem as vendas, em geral inicia na recepção do pedido e termina
na entrega do produto ao cliente, sendo que em alguns casos, continua com
serviços ou manutenção do equipamento ou outros tipos de apoio técnico.
O nível
de serviço está composto dos seguintes fatores: prazo de entrega, avarias na
carga, extravios e reclamações diversas, sendo que cada um destes fatores pode
ser medido através de um indicador.
Há três
grupos que estão ligados diretamente ao controle da logística os quais são
classificados de acordo com a venda do produto. Estes são:
_ Elementos
de pré-transação: refere-se a políticas ou programas adotados pela empresa
(por escrito) para a realização de um serviço.
_ Elementos
de transação: são elementos que estão diretamente relacionados aos
resultados obtidos com a entrega do produto ao cliente.
_ Elementos
de pós-transação: correspondem aos serviços realizados após a entrega do
produto que se encontra em uso pelo cliente.
A reunião
de todos estes elementos forma o nível de serviço, e os clientes reagem a todo
este conjunto.
Se uma
empresa não oferecer um bom nível de serviço ao seu cliente, provavelmente
perderá uma grande fatia do mercado.
NÍVEL DE
SERVIÇOS
· Política
posta por escrito
· Política
nas mãos do cliente
· Estrutura
organizacional
· Flexibilidade
do sistema
· Serviços
Técnicos
ELEMENTOS
DE TRANSAÇÃO
· Nível
de estoque
· Habilidade
no trato de atrasos
· Elementos
do ciclo de pedido
· Tempo
· Transbordo
· Precisão
· Conveniência
do pedido
· Substitubilidade
do produto
ELEMENTOS
DE PÓSTRANSAÇÃO
· Instalação,
garantias, reparos, peças de reposição
· Rastreamento
do produto
· Queixas
e reclamações dos clientes
· Embalagem
· Reposição
temporária
Um fator
muito importante a ser observado é que a medida que a empresa aumenta o seu
nível de serviço o seu custo logístico também tende a aumentar, pois parte-se
do pressuposto que melhores níveis de serviços custam mais caros.
Portanto,
deve-se estabelecer patamares de nível de serviço que suportem o serviço
logístico, identificando-se quais os elementos que determinam o serviço e
estabelecer medidas que permitam a
administração
e planejamento deste serviço.
A partir
de pesquisas e teorias disponíveis, foi comprovado que as vendas tender a
aumentar ser o serviço for melhorado além daquele oferecido por fornecedores
concorrentes.
CUSTOS
LOGÍSTICOS
O
gerenciamento, controle e minimização dos custos logísticos têm se mostrado
cada vez mais necessário se a empresa quiser competir no mercado.
Um dos
grandes desafios da logística está no gerenciamento do binômio custo/nível de
serviço.
Isto se
deve ao fato de que os clientes têm exigido diariamente melhores níveis de
serviço, entretanto sem querer pagar a mais por isso. Assim o fator preço tem
sido o ponto mais importante em relação ao nível de serviço o qual é
considerado como fator secundário, além de que este deve ser capaz de agregar
valor aos
seus
clientes.
Os
seguintes serviços de acordo com a necessidades e características de cada
cliente podem agregar valor:
a)
Redução no prazo de entrega de um produto.
b)
Disponibilidade de produtos.
c)
Confiabilidade na entrega (tempo, n.º de entrega).
d)
Entrega do pedido na hora certa.
e) Maior
facilidade de colocação do pedido.
Para
atenderem a todas estas exigências e manterem-se competitivas no mercado as
empresas têm segmentado seus canais de distribuição e atendimento.
Os
principais custos logísticos são:
a)
Transporte: roteirização, frota própria ou de terceiros, número e capacidade de
veículos e modo de transporte.
b)
Armazenagem e movimentação: número de armazéns, localização, tamanho,
mecanização e automação próprios e ou de terceiros.
c)
Processamento de pedidos: automação, informação.
d)
Estocagem: estoque básico, estoque de segurança, frequência de compras, tamanho
do pedido.
e) Custo
de produção: programação da produção.
f)
Serviço ao cliente: custo da venda perdida.
Assim, a
administração integrada de custos logísticos pressupõe “trade-offs”, ou
seja, custos individuais não otimizados para permitir a redução do Custo Total.
SISTEMA
LOGÍSTICO DE SUPRIMENTOS
A
logística de suprimento se refere a relação fornecedor-empresa.
Os suprimentos
são o primeiro passo na cadeia logística e também a maior distância até o
consumidor, por isso é a mais afetada pelas variações do mercado e o mais
difícil de sincronizar com a demanda dos consumidores.
Suprimentos
são a fonte de todas as matérias-primas, embalagens, componentes e outros
insumos para preencher as necessidades de conversão da logística de produção.
Trata do
fluxo de produtos para a firma ao invés de a partir dela. Muitas atividades de
administração de materiais são compartilhadas com a distribuição física.
Para
reduzir os tempos de fornecimento de materiais, receber produtos de melhor
qualidade, reduzir os estoques tanto na empresa quanto no fornecedor, ter
produtos disponíveis sempre que necessário, planejar de forma precisa a
produção, é vital integrar os processos da empresa com os fornecedores e
estabelecer relações estreitas e duradouras.
A
logística de suprimentos é um subsistema dentro da indústria e seus principais
componentes são:
a)
Aquisição da matéria-prima no seu ponto de origem e preparo da mesma para o
transporte.
b)
Deslocamento da matéria-prima desde a jazida até o local de manufatura, que
corresponde ao transporte da mesma.
c)
Estocagem da matéria-prima na fábrica, aguardando que os produtos sejam
manufaturados.
As
atividades identificadas no canal de suprimento podem ser consideradas
fundamentais para a administração de materiais, pois elas afetam principalmente
a economia e a eficácia do movimento de materiais.
As
tarefas mais importantes são:
_ Inicialização
e transmissão das ordens (pedidos) de compras,
_ Transporte
dos carregamentos até o local da fábrica.
_ Manutenção
dos estoques na planta.
Dentre os
problemas encontrados na logística de suprimentos podem ser citados a
diversificação da aquisição de matéria-prima. Muitas vezes não é ideal para a
indústria ter apenas um fornecedor, por questões estratégicas.
OBJETIVOS
DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS
A
importância da boa administração de materiais pode ser mais bem apreciada
quando os bens necessários não estão disponíveis no momento correto para
atender as necessidades de produção ou operação.
Boa
administração significa coordenar a movimentação de suprimentos com as exigências
de operação. Ou seja, o objetivo da administração de materiais é prover o
material certo, no local certo, no instante correto, em condição utilizável ao
menor custo possível.
A
administração de materiais atende a poucos clientes sendo que as vezes um
único, enquanto que a distribuição física atende a muitos.
O cliente
da administração de materiais é o sistema de operações. Existem duas maneiras
de providenciar os suprimentos:
_ Suprimentos
para produção.
_ Suprimentos
para estoque.
SUPRIMENTO
PARA ESTOQUE
Estoques
agem como amortecedores entre suprimento e demanda ou, neste caso, entre
suprimento e necessidade de produção. São benéficos ao sistema de suprimento
porque garantem:
_ Maior
disponibilidade de componentes para a produção.
_ Diminuem
o tempo para manter a disponibilidade desejada.
_ Podem
reduzir custos de transporte.
Para item
ser mantido economicamente em estoque, ao invés de ser comprado sob encomenda,
deve geralmente seguir as seguintes características:
_ Ser
comprado em quantidades maiores ou iguais a um lote mínimo.
_ A
tabela de preços do fornecedor deve ter desconto por volume Compras
_ Estoque
Produção
_ Estoque
Revenda.
_ Preparação
da ordem de entrega
_ Colocação
do pedido
_ Seleção
fontes de suprimento: Prazo, preço, qualidade
_ Acompanhar
pedidos
_ CIF
_ FOB
_Recepção
e inspeção
_ Ser de
valor relativamente baixo.
_ Ser
econômico comprá-lo juntamente com outros itens.
_ Poder
ser usado numa larga variedade de modelos ou produtos.
_ Ter
tabelas de fretes ou requisitos de manuseio que facilitem a compra em grandes
lotes.
_ Ter
algo grau de incerteza na entrega ou na continuidade do suprimento.
SUPRIMENTO
PARA A PRODUÇÃO
Manter em
estoque todo material necessário para a produção pode ser ineficiente. Se em
algum dos materiais tiver alto valor individual e puder ser utilizado apenas
num número limitado de modelo e produtos, encomendá-lo diretamente para atender
às necessidades de produção torna-se o modo mais econômico de realizar seu
suprimento. Estes materiais fluem em quantidades pequenas comparadas com os
volumes daqueles comprados para estoques e precisam de maior atenção por parte
da administração, como aumentar comunicações ou acelerar os pedidos.
A ideia
de “puxar” peças, materiais e subconjuntos através do canal de suprimento à
medida que haja necessidade operacional, é comum em empresas industriais. Um
nome frequentemente utilizado para esta técnica é planejamento ou cálculo de
necessidades.
ESCOLHA
DE FORNECEDORES
Para se
realizar a escolha de seus fornecedores é necessário estabelecer um banco de
dados de fornecedores de classe mundial. Para estabelecer este banco de dados
podem ser utilizadas as seguintes fontes:
consultoria
de especialistas nos diversos ramos de indústria, federações de indústria,
órgãos de classe, câmaras de comércio dos diversos países, consulados,
referências de outras empresas etc.
Uma
equipe composta de membros de diversas áreas da empresa (suprimentos,
engenharia, planejamento, custos e logística) vai definir a lista final de
fornecedores de classe mundial, sejam eles locais ou do exterior. Eles serão
selecionados segundo critérios estabelecidos pela equipe. Os critérios são:
_ Preço,
prazo, quantidade e qualidade.
_ Localização
geográfica (próxima ao mercado)
_ Garantia
e assistência técnica.
Um método
adotado para a seleção do fornecedor é a medição do desempenho.
De acordo
com Ching, estabelece-se pesos para cada critério a ser analisado variando de
acordo com o grau de importância do item conforme as características de cada
empresa. O resultado é uma média ponderada.
O
resultado dessa avaliação vai mostrar se o fornecedor está em condições de
seguir fornecendo o material ou se deve ser rejeitado e descontinua seu
fornecimento.
PRODUTO
LOGÍSTICO
Uma
empresa pode oferecer dois tipos básicos de produto: bens ou serviços.
O produto
serviço é composto de intangíveis como: conveniência, distinção e qualidade. Se
o produto oferecido for um bem físico, ele tem atributos físicos, tais como:
peso, volume, forma os quais têm influência no custo logístico.
Os
produtos podem ser classificados em bens de consumo e bens industriais.
Os bens
de consumo são dirigidos aos consumidores finais e estes podem ser: de
conveniência, de comparação e de uso especial.
Os bens
industriais são dirigidos a indivíduos ou organizações que os utilizam para
produzir outros produtos ou serviços. Os bens industriais podem ser:
matérias-primas, edifícios, equipamentos, material de escritório ou serviços
administrativos.
Outro
fator muito importante a ser considerado é o ciclo de vida do produto que passa
por quatro estágios: introdução, crescimento, maturidade e declínio. A cada
fase haverá uma estratégia de distribuição distinta, e isto deve ser
acompanhado e ajustado com máxima eficiência.
O
conhecimento do ciclo de vida permite: antecipar as necessidades de
distribuição e o planejamento com maior brevidade possível.
São
características do produto, que influenciam a estratégia de distribuição os
seguintes atributos:
a) Peso-volume
(densidade). Este atributo está diretamente relacionado aos custos de
transporte e armazenagem. Para produtos densos os custos de armazenagem e
transporte tendem a serem baixos, enquanto que, para produtos pouco densos a
capacidade volumétrica do modal de transporte é preenchida antes de seus
limites de carregamento em peso ser atingido. Ex.: pisos
cerâmicos.
b) Relação
valor-peso. O valor do produto que está sendo movimentado e estocado é um
fator muito importante para o desenvolvimento de uma estratégia logística.
Custos de estoques são particularmente susceptíveis ao valor. Quando
expressamos o valor com relação ao peso , algumas compensações óbvias de custos
emergem e auxiliam a planejar o sistema logístico.
c) Substitubilidade.
um produto é substituível quando o comprador não percebe muita diferença
entre o produto de uma empresa e de seus concorrentes, caso do “commodities”.
A
logística não tem controle sobre a substitubilidade do produto e trata esta
situação como vendas perdidas, através de alternativas como: transporte,
estocagem ou ambas.
d) Características
de riscos (periculosidade). são consideradas características de risco:
valor, perecibilidade, flamabilidade, tendência à explosão e facilidade de
roubo. Tanto os custos de transporte como de estoque são maiores em termos
tanto absolutos como em termos de porcentagem do preço de venda. Estas
características implicam em várias restrições ao sistema de distribuição.
EMBALAGEM
DO PRODUTO
“Elemento
que protege o que vende, além de vender o que protege”.
A
embalagem tem por objetivo oferecer aos produtores uma forma que garanta sua
integridade, facilite a armazenagem e manuseio, ao menor custo possível.
O
embalamento do produto pode ter os seguintes objetivos:
a)
Facilitar o manuseio e armazenagem.
b)
Promover melhor utilização do equipamento de transporte.
c)
Proteger o produto.
d)
Promover a venda do produto.
e)
Alterar a densidade do produto.
f)
Facilitar uso do produto.
g) Prover
valor de reutilização para o consumidor.
Nem todos
estes objetivos podem ser atingidos mediante a administração logística, porém
alterações na densidade do produto e em sua embalagem protetora pode fazer
diferença.
O custo
da embalagem pode ser compensado em forma de fretes, custos de estoques menores
e menor número de quebras.
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