quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CACEM – Ouro Branco/MG

Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG

Observação: Esse estudo para o projeto  usa como referencia a cidade de Ouro Branco, porém poderia ser utilizado e empregado em qualquer cidade.

Introdução
As principais pesquisas de opinião realizadas junto a eleitores e cidadãos brasileiros em geral não deixam dúvidas: o maior problema e o grande sonho da população gira em torno do emprego e da renda. As pessoas querem ter a oportunidade de construir um futuro melhor para sua família através do exercício do trabalho honesto e digno.
Antigamente, o “caminho” para tentar desenvolver uma região normalmente envolvia:
Atrair uma Grande Empresa para a Região;  
Conquistar uma “grande obra ou investimento do Governo”, tal como uma estrada, um porto, uma  empresa estatal;
“Torcer” para que algo aconteça espontaneamente.
A dura realidade é que se tornou cada vez mais difícil atrair investimentos de grandes e médias empresas e, mesmo quando isso ocorre, os resultados de geração de emprego e renda não são tão promissores assim.
Por outro lado, o governo em geral conta com recursos cada vez mais restritos para fazer investimentos  que permitam às cidades atender as demandas dos cidadãos.

Mas, então, o que fazer?
 Não há outra saída. O negócio é achar a solução dentro de casa. As cidades e os países que estão conseguindo “sair do buraco”, do desemprego e da desigualdade são aqueles que acreditaram nas pequenas empresas, nos projetos cooperativos, no associativismo, na diferenciação, na inovação.
A grande tarefa dos Empresários, Prefeitos e Vereadores para superarem o desafio da geração de emprego e renda, é estimular e apoiar o desenvolvimento de empreendimentos inovadores e competitivos que consigam competir no mercado local, nacional e, quem sabe, até internacional.
É a criação de novos negócios e o fortalecimento dos negócios já existentes que vai possibilitar a geração e manutenção dos empregos, a distribuição da renda e a geração de impostos que permitirão investimentos em áreas prioritárias para a região. Somente desta forma é possível promover um processo realmente sério de desenvolvimento sustentado. o novo caminho é empreender, o novo caminho é inovar, ou seja Criando o CENTRO DE APOIO AO CRESCIMENTO EMPRESARIAL DE OURO BRANCO.

CONCEITO
O CENTRO DE APOIO AO CRESCIMENTO EMPRESARIAL DE OURO BRANCO é a criação de um órgão dentro do município para se concentrar especificamente no desafio de criar e implementar mecanismos de geração de emprego e renda e promoção da cultura de inovação é uma das formas mais concretas e pragmáticas de se demonstrar claramente que a cidade quer fazer e vai fazer.
Agora que já está claro que o CENTRO DE APOIO AO CRESCIMENTO EMPRESARIAL DE OURO BRANCO/MG tem como finalidade promover o desenvolvimento sustentável da região por meio dos novos negócios, das pequenas empresas e dos projetos de empreendedorismo e inovação, é importante  apresentar algumas ideias e propostas concretas de como fazer tudo isso acontecer na prática.

Estas sugestões estão divididas:
1.      Incubadoras de Empresas;
2.      Parques industriais e Tecnológicos;
3.      Cooperativas;
4.      Ações e Programas de Suporte (Como Programas de treinamento e Programas de Financiamento).

OS PRINCIPAIS PARCEIROS?
GOVERNO FEDERAL – por meio de diversos programas dos Ministérios de: Ciência
e Tecnologia; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Integração Nacional;
Educação; Trabalho e outros;
SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas;
FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos;
CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico;
GOVERNOS ESTADUAIS – por meio das Secretarias de Ciência, Tecnologia e
Inovação, Fundações de Apoio à C&T, Secretarias de Desenvolvimento e outros órgãos
de âmbito estadual;
UNIVERSIDADES, INSTITUTOS DE TECNOLOGIA, ESCOLAS TÉCNICAS e OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO e PESQUISA;
SISTEMA CNI, FEDERAÇÕES DE INDÚSTRIA, SENAI, SESI, IEL e FIEMG;
ASSOCIAÇÕES DE CLASSE, ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS, etc..

PRINCIPAIS QUESTIONAMENTOS SOBRE A CRIAÇÃO DO CENTRO DE APOIO AO CRESCIMENTO EMPRESARIAL DE OURO BRANCO/MG:

Qual seria o proposito da criação do Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco?
O propósito da criação do Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco é o desenvolvimento econômico do Município de Ouro Branco, construindo de forma seria, continua e sustentável a capacidade econômica para melhorar sua perspectiva economia na região tornando-se uma referencia entra o Alto do Paraopeba e melhorando ainda mais a qualidade de vida de todos os munícipes. Este é um processo pelo qual os parceiros públicos, o setor empresarial e os não governamentais trabalham coletivamente para criar condições melhores ao crescimento econômico aumentando a receita do município e geração de emprego.

Como funcionaria o Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG para ajudar a desenvolver a economia do município?
O sucesso do Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG depende da sua habilidade em adaptar o município  à dinâmica local, nacional e internacional da economia de mercado. Trabalhando com gestão estratégica, planejamento e com metas previamente estabelecidas, pode-se fortalecer a capacidade do município em novos empreendimentos melhorando o ambiente para investimentos e aumentar a produtividade e a competitividade dos negócios locais, dos empreendedores e dos trabalhadores. O Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG devera adotar um processo colaborativo para entender a natureza e estrutura da economia do município e realizar uma análise dos pontos fortes e fracos, das oportunidades e das ameaças a serem tratadas da área. Isso servirá para ressaltar os temas centrais e as oportunidades existentes a serem desenvolvidas pelo município.

Quem serão os parceiros do Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG?
Os empreendimentos privados bem sucedidos e as parcerias público/privadas geram riqueza ao município. No entanto, as empresas privadas requerem um ambiente favorável aos negócios para gerar prosperidade. Nesse caso no setor de Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG, tem o papel fundamental de criar um ambiente favorável para o desenvolvimento e o sucesso dos negócios. Pela sua natureza, o desenvolvimento econômico do município é decorrente de uma parceria entre os empresários, os interesses da comunidade e munícipes e o governo municipal. Em geral, os parceiros são dos setores públicos e privados. A implementação é conduzida pelo Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG com o propósito do desenvolvimento econômico do município é construir a capacidade econômica de uma determinada área empresarial para melhorar sua perspectiva econômica e a qualidade de vida de todos. Este é um processo pelo qual os parceiros públicos, empresarial e os não governamentais trabalham coletivamente de acordo com as habilidades e capacidades de cada um para criar condições melhores ao crescimento econômico e geração de emprego.

PORQUE CRIAR UM CENTOR PARA FAZER ESSE PROJETO?
Tendo um orgão especifico o município adquiri uma compreensão das oportunidades para aumentar o crescimento e atrair mais investimentos. Também, conseguiram compreender melhor os obstáculos que impediam o crescimento e os novos investimentos. Com essa nova compreensão, o município tentara expandir as suas bases econômicas e de geração de emprego criando e adotando programas e projetos estratégicos para remover os obstáculos e facilitar os investimentos. Atualmente, as economias locais enfrentam desafios ainda maiores: internacionais, federais, regionais, metropolitanas e municipais.

Desafios Internacionais
A globalização aumenta as oportunidades e a concorrência por investimentos locais. Ela oferece oportunidades para os empresários locais desenvolverem novos mercados, mas também apresenta desafios para os concorrentes internacionais que entram nos mercados locais. As corporações multi-setoriais, multinacionais de produção, bancárias e de serviços, competem mundialmente para encontrar locais eficientes, em termos de custos, para a sua instalação. As indústrias tecnologicamente avançadas requerem habilidades altamente especializadas e uma infraestrutura tecnológica de apoio. Entretanto, todos os setores da indústria e dos serviços precisam, cada vez mais, de habilidades altamente especializadas e específicas, além de um ambiente favorável para o desenvolvimento dos negócios. As condições locais determinam a vantagem relativa de uma área e das suas habilidades para atrair e reter os investimentos. Mesmo as cidades pequenas, e as áreas rurais adjacentes, podem desenvolver oportunidades econômicas locais em nível nacional ou internacional, por meio da valorização dos pontos fortes da sua economia local.

Federais
No nível federal, as reformas macroeconômicas, fiscais e monetárias causam impacto direto na economia do nível local. Os sistemas regulatórios e jurídicos nacionais, tais como a reforma fiscal, privatização das agências de telecomunicação e os novos padrões ambientais, influenciam diretamente o ambiente local para os negócios, quer seja ampliando ou até reduzindo o potencial para o desenvolvimento econômico local. Em muitos países as atividades do governo federal continuam sendo descentralizadas, aumentando a responsabilidade dos governos municipais em reter e atrair a indústria privada.

Desafios regionais
As comunidades, dentro de suas regiões, geralmente competem para atrair os investimentos externos e locais. Existem oportunidades para que as comunidades dentro das diversas regiões colaborarem, umas com as outras, no sentido de ajudar no crescimento econômico de cada uma, por exemplo, apoiando melhorias de infraestrutura e do meio ambiente, que possam ter um impacto regional mais amplo. Para desenvolvimento econômico, uma associação de municípios, ou governos estaduais, pode servir para facilitar esses tipos de esforço, atuando como intermediária entre governos federais e municipais.

Metropolitano e Municipal
Os grandes e os pequenos negócios geralmente optam por se instalar em áreas urbanas, devido aos benefícios econômicos decorrentes do compartilhamento do mercado, infraestrutura, grupos de trabalhadores e troca de informação com outras firmas. A vantagem econômica das áreas urbanas depende consideravelmente da qualidade do governo e da administração urbana, bem como das políticas que afetam a disponibilidade, ou não, de eletricidade, transporte, telecomunicações, saneamento e espaços urbanos a serem desenvolvidas. Os fatores que afetam a produtividade da mão-de-obra na economia local incluem a disponibilidade e a qualidade dos serviços de moradia, saúde e educação, capacidades, segurança, oportunidades para treinamento e a existência de um bom transporte público. Esses fatores de infraestrutura “pesada” e “leve” são os principais determinantes das vantagens relativas de uma comunidade. A existência de uma infraestrutura “pesada” e “leve” de boa qualidade constitui a pedra fundamental de uma economia local bem sucedida. As áreas metropolitanas podem oferecer oportunidades crescentes por meio de economias de escala e esforço como resultado da grande oferta de capital físico e humano disponível, bem como da variedade dos seus serviços e do mercado interno. Sistemas institucionais e planejamentos disparatados e descoordenados em áreas metropolitanas podem minar o crescimento econômico de áreas inteiras. As agências, os consórcios e a redes de amplo espectro metropolitano podem ser criadas para tratarem dessas limitações. Esses sistemas institucionais inovadores, que representam os interesses de diferentes municípios e agências parceiras na mesma área metropolitana, podem trazer benefícios para os atores principais de cada município: repartições públicas, associações comerciais e organizações da sociedade civil. Esses sistemas podem servir para unir os esforços de diferentes localidades e ampliar os resultados que podem fortalecer a representatividade nos níveis mais altos de tomada de decisões. Esse tipo de cooperação tem funcionado bem para cidades que pertencem a mercados comuns, ou que possuem interesses comuns em determinados setores.

Populações em Desvantagem e a Economia Informal
Em muitos países, o crescimento econômico é determinado não apenas pela economia formal (o setor econômico que é legalmente registrado e paga impostos), mas também pela economia informal (aquelas atividades que não estão legalmente registradas). Em alguns casos, o tamanho da economia informal é maior do que o da economia formal, onde o primeiro interage com o segundo, por meio do fornecimento de alguns bens e serviços. As ligações entre os setores formais e os informais da economia precisam ser compreendidos e levados em consideração na elaboração de uma estratégia para o desenvolvimento econômico local. As comunidades e empresas reconhecem cada vez mais que o sucesso da economia local requer renovações sociais, econômicas, ambientais e físicas. Em muitas cidades, um grande número de famílias de baixa renda trabalha na economia informal. Entretanto, essas atividades informais em geral são atividades de baixo impacto nos crescimento, como resultado da falta de acesso à infraestrutura e a serviços adequados (ex. eletricidade, água e rodovias), fontes de financiamento formais, informação e habilidades. O Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG devera reconhecer e acomodar as limitações, e as oportunidades da economia informal, para ampliar o apelo de uma estratégia planejada de forma estratégica. Deve também, estimular benefícios sociais mais amplos para toda a economia da comunidade e dos setores sociais, formais e informais.

Quais seriam os passos criação do Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG?
Teria os seguintes passos:
1º Ser oficialmente criado pela prefeitura;
2º Ter uma local físico para trabalhar;
3º Montar uma equipe que entenda a importância e projeto;
4º Fazer estruturação interna das atividades a serem feitas e um plano estratégico de gestão;
5º Fazer um levantamento das empresas, empresários, possível investidores, e órgão públicos e privados;
Apartir desses cinco passos já se pode começar o trabalho, fazendo reuniões, ouvido as levantando as necessidades e as oportunidades de negócios. Fechando parcerias.

Como seria atuação do Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG?
Atuaria da seguinte maneira:
1: Organização dos esforços;
2: Avaliação da economia local;
3: Criação das estratégias;
4: Implementação das estratégias;
5: Formação de parcerias.
O Centro de Apoio ao Crescimento Empresarial de Ouro Branco/MG desenvolvera um plano de ação, depois de analisar a situação econômica das oportunidades de negocio no município e região. Visando o aumento da receita do município, buscando fazer o crescimento continuo empresarial e econômico de Ouro Branco.

ALGUNS DADOS IMPORTANTES:
1.     28 milhões é o número aproximado de brasileiros que trabalham nas micro e pequenas empresas;
2.      25% é a Taxa de Crescimento médio do Movimento de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos;
3.    Projetos Empreendedores e Inovadores estão mudando a cara de pequenas e médias cidades em todos os cantos do Brasil;
4.      Projetos Empreendedores e Inovadores estão mudando a cara de pequenas e médias cidades em todos os cantos do Brasil;
5.   É preciso criar um Ambiente Favorável para o surgimento e fortalecimento de pequenos  negócios "típicos da região". Aproveitando ao máximo o potencial local, o empreendedor vai competir melhor no mercado;
6.      Não tem segredo, para gerar emprego e renda é preciso gerar empresas e fazer com que elas sobrevivam e cresçam.

FINALIZANDO COM ALGUNS CASOS E FATOS:
Caso 01
47,5% dos municípios paraibanos implantaram legislação favorável aos pequenos negócios
De olho na abertura de novos negócios, gestores apostam na Lei Geral das Micro e 
Pequenas Empresas. No entanto, regulamentação dos capítulos da lei ainda é um desafio
Para gestores de 106 municípios da Paraíba, simplificar a vida do empreendedor é um dos caminhos necessários para a criação de mais empregos, renda e novos negócios. Eles apostaram no estímulo à formalização como política de desenvolvimento e aprovaram a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas que desonera, incentiva e desburocratiza o dia-a-dia empresarial. Em um ano, o numero de cidades do Estado que aderiram à Legislação passou de 94 (março 2011) para 106 (março de 2012).
“O Sebrae Paraíba realiza um intenso trabalho de divulgação e sensibilização. Realizamos apresentações e visitas técnicas e diversas outras ações. É importante que o gestor veja a Lei Geral como prioridade para o desenvolvimento local”, disse Bera Wilson, analista de Políticas Públicas do Sebrae Paraíba. Ela explica que instituição da Lei Geral nos municípios possibilita facilidades como a desburocratização para abertura e regularização de empresas, renovação de licenças, promoção de acesso a mercados e estímulo à participação dos pequenos negócios nas compras governamentais. Além da regulamentação da Lei, outro desafio para os gestores públicos é a implementação das práticas do que está na legislação. “Temos um percentual de 47,5% de municípios com a legislação aprovada, porém nem todos estão efetivamente aplicando o que consta na Lei. Não basta apenas regulamentar. É preciso focar na implementação”, destacou a analista. Bera Wilson disse que algumas cidades já iniciaram a execução de ações de implementação e outras ainda estão em fase de desenvolvimento de projetos. “O programa Empreendedor Individual tem recebido bastante atenção dos gestores. Várias ações estão sendo realizadas com o objetivo de simplificar o processo de formalização deste grupo de empresários. Mas em relação aos micro e pequenos empresários, é preciso promover mais iniciativas”, ressaltou.
De cada 10 produtos comprados na Paraíba, seis são de pequenos negócios
As micro e pequenas empresas paraibanas já são responsáveis por quase 60% das compras governamentais na esfera federal de acordo com dados do MPD Data. As informações são referentes ao ano de 2010 e mostram o potencial dos pequenos negócios neste segmento. Com a regulamentação e implementação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas nos municípios paraibanos, as MPE da Paraíba terão tratamento privilegiado nos processos licitatórios públicos, gerando maior receita e ampliação de mercado.
Para se ter uma ideia das vantagens da Lei Geral para os pequenos negócios em licitações públicas, a legislação permite que sejam realizados processos especiais destinado exclusivamente à participação de MPE nas contratações de até R$ 80 mil.
Isenção e redução de Impostos facilita abertura de empresas
Em todo o Estado, das 106 cidades que já regulamentaram a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, algumas já estão implementando efetivamente ações para o fomento do pequeno negócio e estão mostrando que simples medidas podem fazer toda a diferença.
Um dos exemplos deste tipo de iniciativa é o município de Solânea. Com quase 27 mil habitantes, a cidade adequou a infraestrutura para garantir atendimento aos pequenos negócios e capacitou empreendedores formais e informais. Nos últimos anos, a Prefeitura Municipal de Solânea cadastrou os empresários informais, criou a Sala do Empreendedor e a Semana do Empreendedor e tem utilizado espaços municipais ociosos para a instalação de novos negócios e a modernização da Lei Geral. Em Bananeiras, a gestão municipal promove ações que visam o desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Através de incentivos fiscais, como isenção do ISS (por cinco anos) e do IPTU (dez anos), da regulamentação e implantação de Lei Geral no município para apoiar os pequenos negócios, do fomento do turismo e da capacitação da mão de obra local, a Prefeitura da cidade tem contribuído para o fortalecimento da economia local. O município tem investido no turismo e estimulado eventos e ações que promovam o potencial da cidade, além de aumentar a demanda de visitantes e investimentos no local. As iniciativas da gestão atendem tanto as necessidades urbanas quanto rurais e incentivam o desenvolvimento de empresários, melhorando a qualidade de vida e economia do município.
Fonte: Sebrae Paraíba
Caso 02
 Decreto favorece a participação dos pequenos negócios nas compras públicas de Arcoverde
Uma comissão intersecretarias foi criada para discutir as estratégias para 2013.
Um decreto assinado pela prefeita de Arcoverde (PE), Madalena Britto, na última sexta (22/2), vai regulamentar a aplicação da Lei 2.181/2009 (capítulo II, Seção I) no município. A Lei dispõe sobre o tratamento diferenciado e favorecido às microempresas, empresas de pequeno porte e ao microempreendedor individual. De acordo com a prefeita, “o decreto surge da necessidade de utilizar o poder de compra da municipalidade como ferramenta para o desenvolvimento, favorecendo os pequenos empresários locais”. Uma comissão intersecretarias também foi criada para discutir estratégias, ações, campanhas e capacitações sobre as compras públicas para esse ano. Fazem parte da comissão as Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Finanças, Educação, Saúde, Agricultura, Ação Social e Cidadania, Arcotrans (Autarquia de Trânsito e Transportes) e AESA (Autarquia de Ensino Superior). As informações sobre a assinatura do decreto estão no site Cidade do Futuro.
Caso 03
Comunidades usam moedas sociais para ajudar desenvolvimento econômico
Em 31 cidades, moedas ajudam a manter dinheiro na economia local.
'Dinheiro alternativo' dá vantagens à população no comércio e nos bancos.
Nota de Palmas, emitida pelo banco Palmas, de Fortaleza (CE) (Foto: Divulgação)
Você prefere uma castanha ou um real? Se estiver em Palhano, no Ceará, prefira a castanha – ela pode valer mais que a moeda oficial brasileira. Castanha, neste caso, é a moeda emitida pelo banco social Artpalha, e que dá desconto no comércio local.
Com quase R$ 100 bilhões em notas e moedas em circulação, o real é a moeda oficialmente aceita em todo o Brasil. Mas em mais de 30 locais do país ele perdeu espaço para moedas alternativas, emitidas por bancos sociais.
"A moeda social é uma ferramenta para o desenvolvimento econômico local. A idéia é fazer com que o recurso daquela comunidade possa circular o maior tempo possível dentro dela, gerando um ciclo virtuoso", explica Antonio Haroldo Pinheiro Mendonça, coordenador geral de comércio justo e crédito da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O funcionamento é simples: no banco social, o consumidor troca reais pela moeda social em circulação no seu bairro ou cidade. No comércio local, ele ganha desconto ao pagar com esse dinheiro. Já o comércio, se houver necessidade de efetuar compras fora da comunidade, pode desfazer a troca.
"O que acontece é que sem a moeda social todo o dinheiro que entra sai, não fica nada na comunidade. Com real, geralmente as pessoas compram fora. Já com esse dinheiro (a moeda social) é garantido que as pessoas comprem no bairro", diz João Joaquim de Melo Segundo, coordenador da Rede Brasileira de Bancos Comunitários e do Instituto Banco Palmas. 

Circulação
As moedas sociais circulam hoje em 33 comunidades de 31 cidades, a maior parte delas no Ceará. Em caso de municípios menores, a moeda circula por toda a cidade, caso do acaraú, em Tamboril, e do paz, que circula em Paramoti. Em cidades maiores, como a capital Fortaleza, a moeda é restrita a um bairro – como o rios, da comunidade Granja Portugal.
Já os nomes em geral trazem palavras indígenas ou remetem à cidade ou ao próprio bairro. Assim, no município de Ocara circula o tupi; em Tauá, o quinamuiú; e no bairro de Paju, em Maracanaú, o maracanã é moeda corrente.
O Banco Palmas, coordenado por João Joaquim, é referência do projeto. No Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, no Ceará, circulam hoje cerca de 25 mil palmas, aceitas em 240 pontos de comércio cadastrados. "O consumidor pode trocar real por palmas, porque o comércio dá desconto. Então para o morador é mais vantagem ter palma do que real", diz ele. O botijão de gás, por exemplo, pode sair até 13% mais barato para quem paga com palmas.
Um levantamento feito pelo Instituto Banco Palmas mostra que os moradores da comunidade Palmeiras consomem mais de R$ 5 milhões ao ano. "Mas a circulação desses recursos era muito volátil. A pessoa gastava tudo em grandes redes de supermercados, em shoppings", diz Mendonça, do MTE. 


Competição com o real
Toda moeda social emitida no Brasil é lastreada em reais e paritária com a moeda oficial. Isso significa que, para cada sabiá, tupi, palmas ou maracanã emitido, o banco social tem um real guardado em caixa. Isso evita infringir a lei – que restringe a emissão de dinheiro ao Banco Central (BC).
"Isso dá ao governo uma garantia de que não está competindo com o real", diz o representante do Ministério do Trabalho. O BC reconhece hoje essas moedas sociais como recebíveis – título que representa um valor real e que dá direito ao portador de receber um serviço ou produto em troca (a mesma classificação do vale transporte).
Não existe ainda, no entanto, uma regulamentação no BC sobre a emissão dessas moedas. Segundo Antônio Haroldo, essa regulamentação deve ficar pronta em outubro, durante um encontro de micro finanças do órgão. A recomendação, no entanto, é que a aparência das notas seja bem distinta do real. "Atualmente as confecções seguem um tipo de papel, um conteúdo mais profissional de elaboração", explica ele.

Salário e crédito
Os bancos sociais não fazem apenas a emissão e o câmbio de moedas sociais. Segundo Joaquim, as instituições também emprestam de R$ 200 a R$ 10 mil aos membros da comunidade onde atua, com recursos captados no Banco do Brasil. Mas, de novo, a moeda social é mais vantajosa: no Banco Palmas, empréstimos em Palmas saem com juro zero. Já para tomar dinheiro em reais, o cliente paga entre 1,5% e 3,5% de juros ao mês.
O banco criou até um cartão de crédito, de uso no comércio do bairro. O cliente do Palmacard começa com crédito de R$ 20, que pode ser aumentado se houver pontualidade nos pagamentos. Em alguns casos, de comum acordo entre as partes, os salários dos trabalhadores são parcialmente pagos em moeda social. 

A ENTIDADE AMPE BLUMENAU
A Associação de Micro e Pequenas Empresas de Blumenau é fruto do movimento sócio-político de um grupo de empreendedores visionários oriundos dos pequenos negócios que buscavam a representatividade do segmento, visando alcançar melhores condições de competitividade, nas áreas tributária, legislativa, creditícia, trabalhista e sócio-econômica nas esferas municipal, estadual e federal.
Como pioneira na organização do movimento associativista de empresas de micro e pequeno porte no Brasil, esta associação estimulou a criação do Movimento Nacional da Micro e Pequena Empresa, da Federação Catarinense (que também é pioneira no País) e de outras dezenas de federações e centenas de associações que depois surgiram Brasil afora.
Graças á luta pioneira dessa Entidade, hoje as empresas do segmento dispõem do sistema do Simples Nacional da Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas e de diversos outros benefícios diferenciados.
Atualmente a AMPE Blumenau é composta por aproximadamente 1.500 associados para os quais oferece diversos convênios tais como: Assistência Médica; Seguros; Programa de higiene, segurança e medicina do trabalho; Linhas de crédito diferenciadas; Consultas cadastrais; Cursos de pós-graduação e de capacitação; Assistência jurídica, contábil e tributária gratuitas; Descontos para viagens de negócios ou a lazer; Desconto em serviços diversos, além do Programa de Núcleos Setoriais em parceria com a FAMPESC e SEBRAE/SC.

DETALHES DO PLANO
O plano contém quatro linhas de financiamento a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I): subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão); fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas (R$ 4,2 bi); participação acionária em empresas de base tecnológica (R$ 2,2 bi) e crédito para empresas. Esta última, com disponibilidade de R$ 20,9 bilhões, oferecerá empréstimos com taxas de juros subsidiadas (2,5% a 5% ao ano), quatro anos de carência e 12 anos para pagamento. Os agentes executores são a FINEP, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e o Banco Nacional Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Além dos R$ 32,9 bilhões já programados, o Plano deverá receber um aporte de mais R$ 3,5 bilhões, por meio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para atividades de P&D no setor de telecomunicações. Os recursos estão condicionados ao término de processos de regulação do setor, atualmente em consulta pública.
Somados os recursos próprios e as iniciativas conjuntas com outras instituições, a FINEP vai operacionalizar cerca de 40% dos recursos anunciados, abrangendo modalidades como crédito e subvenção econômica, além dos financiamentos dedicados a instituições científico-tecnológicas.
“Com este Plano, o financiamento do Governo Federal para inovação tecnológica atingirá um patamar sem precedentes. Estamos dando um salto rumo à consolidação da ciência, tecnologia e inovação como eixo estruturante e sustentado da economia brasileira”, avalia o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, responsável pela articulação do Plano Inova Empresa junto aos demais ministérios envolvidos.
“Não faltarão recursos para quem inova”, afirma o presidente da FINEP, Glauco Arbix. Ele acredita que há uma nova cultura de inovação em curso. “Com este Plano, busca-se criar um ambiente amigável, diminuir a carga de burocracia das empresas e mitigar os esforços entre os diversos agentes envolvidos com a inovação”, explica.

ENTRE AS AÇÕES A SEREM INCENTIVADAS NOS SETE EIXOS ESTRATÉGICOS ESTÃO:
Agropecuária e Agroindústria: insumos; mecanização e agricultura de precisão; genética; rastreabilidade, planejamento e controle de produção agropecuária; sanidade agropecuária e bem-estar animal; equipamentos, tecnologia de alimentos e embalagens com novas funcionalidades.
Energia: redes elétricas inteligentes; veículos híbridos e eficiência energética veicular; tecnologias para gaseificação da biomassa.
Petróleo e gás: tecnologias para a cadeia do pré-sal e para a exploração do gás não convencional.
Saúde: investimentos em oncologia e biotecnologia; equipamentos e dispositivos médicos.
Defesa: propulsão espacial, satélites e plataformas especiais; sensores de comando e controle.
Tecnologia da Informação e Comunicação: computação em nuvem, mobilidade e internet; semicondutores e displays; softwares; banda larga e conteúdos digitais.
Sustentabilidade socioambiental: combate aos efeitos de mudanças climáticas, efeito estufa e poluentes; tratamento de resíduos, águas e solos contaminados; redução do desmatamento da Amazônia; mobilidade e transportes sustentáveis; saneamento ambiental.

FINEP: INTEGRAÇÃO DE INSTRUMENTOS E DESCENTRALIZAÇÃO
Por meio dos programas e editais com participação da FINEP, já é possível se candidatar a uma parcela dos R$ 30 bilhões anunciados pelo Governo Federal. Para facilitar o alcance dos recursos e desenvolver potencialidades locais, a FINEP redesenhou sua política de financiamento e está apostando na integração de instrumentos (próprios e com outras instituições) e na descentralização da aplicação financeira.
Uma das novas ações é o Inova Energia – iniciativa conjunta da FINEP, BNDES e ANEEL com R$ 3 bilhões em recursos totais. O objetivo é selecionar planos de negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação ligados ao setor energético.
Já a política de descentralização empreendida pela Financiadora ganhou mais um componente com o lançamento do INOVACRED. “Pela primeira vez, vamos descentralizar não só a subvenção, como também o crédito. Trabalharemos com agentes estaduais que irão conferir mais capilaridade à nossa atuação”, afirma Glauco Arbix.
Por meio desse programa, a FINEP está selecionando agentes financeiros(Bancos de Desenvolvimento, Agências Estaduais de Fomento e Bancos Estaduais Comerciais com carteira de desenvolvimento), descentralizando a atividade de crédito .
Cada agente terá recursos disponibilizados no valor de até R$ 30 milhões para o financiamento de empresas com receita operacional bruta de até R$ 90 milhões. A meta é, em cinco anos, financiar quase duas mil empresas inovadoras.
Uma ação de integração de instrumentos e instituições já acontece no Inova Petro, programa que envolve recursos da FINEP (nas modalidades de crédito, subvenção econômica e cooperativo ICT-Empresa) e do BNDES, e conta com apoio técnico da Petrobras. O programa vai despejar R$ 3 bilhões na cadeia de fornecedores do setor de óleo e gás, e um edital já está aberto desde setembro.
Já o TECNOVA, também lançado em setembro, conta com R$ 190 milhões (recursos da subvenção econômica) para aplicação em micro e pequenas empresas. Ele irá possibilitar o desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos que agreguem valor aos negócios e ampliem seus diferenciais competitivos. O programa será operado por parceiros descentralizados em cada estado da Federação a partir de uma carta convite da FINEP.

AS CIDADES MAIS INOVADORAS DO BRASIL
Em 45 municípios, surgem empreendedores de negócios incomuns, que vêm atraindo cada vez mais recursos.
Em locais tão distantes um do outro, como Belém do Pará e São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, nasce - e cresce - um tipo raro de empreendedor. Nesses centros de geração de conhecimento e de mão de obra de qualidade, quem abre uma empresa não sonha com negócios comuns, mas sim com ideias que irão transformar a ciência, o campo e a tecnologia. Com a ajuda do Instituto Inovação, do Sebrae, do IBGE e de consultores, Pequenas Empresas & Grandes Negócios fez um levantamento de 45 bolsões brasileiros da inovação. São cidades nas cinco regiões do Brasil, em que empresários têm melhores condições para criar e atrair recursos. Sim, porque vem crescendo o capital, público e privado, destinado a negócios de fronteira. 
Se no passado a falta de recursos era um dos principais impeditivos para o Brasil entrar no mapa da inovação mundial, hoje o cenário é outro. "Estamos longe do mundo ideal e bem melhor do que nas décadas passadas", afirma Eduardo Costa, diretor de inovação da Finep, agência de inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). "Calculamos que 2% dos 5 milhões de empresas formais do país precisam inovar. Atendemos no máximo 3 mil de um universo de 100 mil", afirma. 
Por ano, a Finep disponibiliza uma verba de R$ 4 bilhões para inovação - desses, R$ 2 bilhões para pesquisas em universidades, R$ 1,2 bilhão para crédito subsidiado, R$ 700 milhões para subvenção e R$ 100 milhões para capital de risco. A verba é multiplicada em parcerias firmadas com fundos de investimento e governos estaduais. "A demanda é grande, daria para operar com pelo menos três vezes esse valor." 

SAIBA MAIS
O MCT não é o único órgão que investe em inovação do país. As empresas brasileiras também podem recorrer aos programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos Bancos da Amazônia e do Nordeste, do Sebrae e de fundos de investimentos públicos e privados. De acordo com o Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da FGV-Eaesp, os recursos só em venture capital somam no Brasil US$ 1,5 bilhão, o equivalente a R$ 2,7 bilhões. Com base em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina, os fundos garimpam empreendimentos inovadores em todo o país, com aportes entre R$ 50 mil e R$ 500 mil por empresa.
Um dos poucos programas voltados especificamente para a micro e pequena empresa, o SebraeTec de Inovação Tecnológica, por exemplo, disponibilizou R$ 32 milhões para cerca de 20 mil micro e pequenos empreendedores investirem em inovação em 2010. "A subvenção é de até 50% do projeto, em um teto de R$ 45 mil, porque nem toda inovação precisa de fortunas para ser implementada. Boa parte das empresas carece apenas de boa gestão", diz Edson Fermann, diretor de inovação do Sebrae. Pesquisa feita pelo Sebrae-SP sinaliza que 39% dos empreendedores precisariam de impostos menores para realizar 
inovações em seus produtos, enquanto 22% necessitariam de empréstimos bancários para desengavetar seus projetos. Todavia, apenas 20% das empresas ouvidas vão atrás de cursos e consultorias para se diferenciar. 
"Chega a sobrar dinheiro para investir em inovação em determinadas regiões do país, por falta de bons projetos", afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A questão é que grande parte das empresas não está preparada para inovar. Nem sequer sabe fazer um plano de negócios. Segundo Cruz, o que a maioria dos candidatos a investimentos encaminha aos órgãos de fomento é a especificação do produto e não o projeto de pesquisa que gerará algo inovador. "Falta orientação para os empresários calcularem os riscos e mostrarem onde está a inovação. Só assim conseguirão ter acesso às verbas", afirma.
A análise é parecida fora dos centros públicos de pesquisa. "Tem muita ideia boa que se perde em todo o país por falta de preparo empresarial", diz Frederico Greve, sócio da DGF Investimentos, responsável pelos fundos Fipac e Terra Viva, ambos voltados à inovação e com dinheiro em caixa para investir. Segundo Greve, mais da metade dos projetos analisados pelo fundo são encaminhados pelos próprios empreendedores. Mas a maioria dos aprovados é prospectada pela equipe da casa. Dos R$ 100 milhões disponíveis para o Fipac, foram investidos R$ 70 milhões em 14 empresas, todas do Sul e do Sudeste. "Não investimos mais porque os projetos submetidos à seleção até agora não preencheram os pré-requisitos exigidos pelo fundo", afirma. 
Especialistas são unânimes: o caminho para melhorar a distribuição da inovação no país está no preparo das empresas. "É essencial investir em inovação. Mas ninguém coloca dinheiro em um negócio que não seja rentável, por mais revolucionário que seja", diz Greve, da DGF Investimentos. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Terceira Parte

3. Bancos de Dados

Um sistema eficiente oferece aos usuários informação oportuna, exata e relevante. Essa informação é arquivada em arquivos de computador. Quando os arquivos são adequadamente organizados e mantidos, os usuários podem acessar e recuperar com facilidade a informação de que precisam. Arquivos bem mantidos e cuidadosamente organizados facilitam a obtenção de dados para a tomada de decisões empresariais, ao passo que arquivos mal gerenciados levam ao caos no processamento de informação, a altos custos, desempenho inferior e pouca ou nenhuma flexibilidade. A despeito da utilização de excelentes hardwares e softwares, muitas organizações tem sistemas de informação ineficientes, devido ao deficiente gerenciamento de arquivos.
Um sistema de computador organiza dados segundo uma hierarquia que começa com bits e bytes e prossegue até campos, registros, arquivos e bancos de dados. Um bit representa a menor unidade de dados que um computador pode tratar. Um grupo de bits, designado byte, representa um único caractere, que pode ser uma letra, número ou outro símbolo. Um agrupamento de caracteres em uma palavra, um grupo de palavras ou um número completo é chamado de campo. Um grupo de campos relacionados, tal como o nome de uma pessoa, endereço, telefone, data de nascimento, CPF compreende um registro. Um grupo de registros de um mesmo tipo é denominado de arquivo. Um grupo de arquivos relacionados forma um banco de dados.
Na maior parte das organizações, os sistemas tendiam a crescer independentemente, sem seguir nenhum plano mais amplo. Cada área funcional tendia a desenvolver sistemas de maneira isolada em relação a outras áreas funcionais. Contabilidade, finanças, fabricação, recursos humanos, vendas e marketing, todos desenvolviam seus próprios sistemas e arquivos de dados. Cada aplicação, é claro, exigia seus próprios arquivos e programa para operar.
Por exemplo, a área funcional de recursos humanos poderia ter um arquivo de pessoal, um de folha, um de seguro saúde, e assim por diante até existirem dezenas de arquivos e programas. Considerando-se a empresa como um todo, esse processo levava à criação de múltiplos arquivos, mantidos e operados por divisões ou departamentos separados. À medida que esse processo prosseguia por 5 ou 10 anos, a organização ficava abarrotada com centenas de programas e aplicações, sem que ninguém saiba o que fazem, que dados utilizam e quem está utilizando os dados. Os problemas resultantes são redundância de dados, inflexibilidade, retrabalhos, baixo nível de segurança e incapacidade de compartilhamento de dados entre as aplicações.
Redundância de dados é quando o mesmo dado encontra-se em diferentes aplicativos. Quando isto ocorre um mesmo dado pode ter pequenas diferenças oriundas da digitação variada entre os programas, causando confusões e problemas.

3.1 Sistema para gerenciamento de banco de dados

Um sistema de gerenciamento de banco de dados (DMBS – Data Base Management System) é simplesmente o programa que permite uma organização e centralização dos dados de tal modo que os mesmos podem ser gerenciados com eficiência. É o DBMS que controla e atua no banco de dados executando as consultas, inclusões, exclusões e alterações de dados solicitadas pela usuários através do aplicativo.
A maioria dos DBMS possui uma linguagem especializada, denominada linguagem de manipulação de dados, utilizada em conjunto com alguma linguagem de programação para manipular os dados no arquivo do banco de dados. A linguagem de manipulação de dados mais utilizada hoje é a linguagem estruturada de consulta ou SQL.
Hoje, o tipo mais comum de DBMS para computadores e aplicações de maior porte é o DBMS relacional. Neste tipo, todos os dados do banco são representados como simples tabelas bidimensionais denominadas relações. As tabelas são semelhantes a arquivos comuns, mas informações que estão em mais de um arquivo podem ser facilmente extraídas e combinadas.

Como alguns exemplos de DBMS mais utilizados temos:

• Oracle: Oracle
• IBM: DB2
• Projeto Livre: PostgreSQL
• Projeto Livre: MySQL
• Microsoft: MS SQL
• Existem muitos outros gerenciadores.

3.2 Objetivo Sistema para gerenciamento de banco de dados:

Auxiliar o Processo de Tomada de Decisão, com a utilização de Modelos e identificação e avaliação de alternativas competitivas, isto é, áreas com potencial de desenvolvimento. Com ênfase na flexibilidade, adaptabilidade, rapidez, utilizando sempre interface amigável ao usuário (facilidade de processamento gráfico).
Devem servir todas as fases do Processo Decisório, com inteligência, procura pistas para identificação de problemas e/ou oportunidades, elabora melhores alternativas de possíveis cursos de ação.

3.3 Armazenamento dos Dados

Os responsáveis pela tomada de decisões precisam de informações concisas e confiáveis sobre operações, tendências e mudanças correntes. O que se tem disponível imediatamente na maioria das empresas são somente dados correntes. Os dados freqüentemente estão fragmentados em sistemas operacionais separados, como estoque, pedidos de compras, produção, pedidos de vendas, frota, manutenções, controle de combustível e quilometragem, de modo que diversos gerentes tomam decisões a partir de bases de conhecimento incompletas. Usuários e especialistas em sistemas de informação podem perder muito tempo localizando e coletando dados. O armazenamento de dados ataca esse problema, integrando dados operacionais chave de toda a empresa sob forma consistente, confiável e facilmente disponível para relatórios.
Um armazém de dados é um banco de dados que armazena dados correntes e históricos de potencial interesse dos gerentes de toda a empresa. Os dados originam-se de muitos sistemas operacionais centrais e de fontes externas, incluindo transações em web sites, cada qual com modelos de dados diferentes. Os dados dessas aplicações são copiados para o banco de dados com a freqüência desejada (por hora, dia semana ou mês). São padronizados conforme um modelo de dados comum e consolidados de modo que possam ser usados por toda a empresa para análise gerencial e tomada de decisões. Os dados estão disponíveis a todos para acesso conforme necessidade, mas não podem ser alterados.
Armazém de dados não somente oferecem informações aprimoradas, como também facilitam sua obtenção por quem toma decisões. Incluem até a capacidade de modelar e remodelar os dados.

3.4 Manipulação de dados.

Um sistema de armazenamento de dados provê uma gama de ferramentas de consultas padronizadas, ferramentas analíticas e recursos gráficos para produção de relatórios. A manipulação de dados utiliza uma variedade de técnicas para descobrir métodos e relações ocultas em grandes repositórios de dados, e a partir daí, infere regras para prever comportamento futuro e orientar tomada de decisões. Auxilia as empresas a gerar campanhas de marketing personalizadas ou individualizadas com base nas preferências do consumidor e assim influenciar o comportamento de consumo. Esses sistemas podem realizar análises de alto nível, mas também podem explorar mais detalhes quando necessário. A mineração de dados é uma ferramenta poderosa e lucrativa, mas apresenta desvios à proteção da privacidade do indivíduo. A tecnologia de manipulação de dados pode combinar informações de diversas fontes para criara uma detalhada imagem de dados de cada um de nós (nossa renda, demanda de produtos, consumo, rota, frequência de compras ou pedidos, e outros).

Exercícios de Fixação:

1) Defina Banco de dados?
2) Descreva um modelo de banco de Dados?
3) O que é Sistema para gerenciamento de banco de dados?
4) Qual a importância do Sistema para gerenciamento de banco de dados?
5) Explique o que é armazenamento de dados e cite exemplos.
6) Como devemos manipular e qual a importância da manipulação dos dados?
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Segunda Parte

2. Sistema de Informação

Um sistema de informação pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta, recupera, processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, à coordenação e ao controle de uma organização. Além disso, esses sistemas também auxiliam a gerentes e trabalhadores a analisar problemas, visualizar assuntos complexos e criar novos produtos.
Os sistemas de informação contém informações significativas para a organização. Informação quer dizer dados apresentados em uma forma útil para os administradores. Dados, por sua vez são fatos brutos que representam eventos que estão ocorrendo nas organizações, antes de terem sido organizados e arranjados de uma forma que as pessoas possam entendê-los e usá-los.
Três atividades em um sistema de informação produzem as informações de que as organizações necessitam para tomar decisões, controlar operações, analisar problemas e criar novos produtos ou serviços. Estas atividades são: Entrada, Processamento e Saída. A palavra de origem inglesa “Feedback” é a saída que retorna a determinadas pessoas e atividades da organização para análise e refino da entrada. Fatores ambientais como clientes, fornecedores, concorrentes, acionistas, e agências regulamentadoras, interagem com a organização e seus sistemas.
Da perspectiva da empresa, o sistema de informação é uma solução organizacional e administrativa, baseada na tecnologia de informação para enfrentar um desafio proposto pelo ambiente.
Uma outra abordagem para definir Sistemas de Informação (SI) leva em conta as pessoas, as organizações e a tecnologia. Um sistema de informação (SI) pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, a coordenação e o controle de uma organização.Além de dar suporte à tomada de decisões, à coordenação e ao controle, estes sistemas também auxiliam os gerentes e trabalhadores a analisar problemas, visualizar assuntos complexos e criar novos produtos.

De acordo com esta visão, os SI são parte integrante de uma organização e é produtos de três componentes.

2.1 Componentes de sistemas de informação

Organizações

• Moldam os sistemas de informação
• Procedimentos são incorporados aos SI
• Possui cultura específica
• Demandas internas e externas criam os SI

Pessoas

• Usam informações vindas de SI
• Geram dados para SI
• Necessitam treinamento
• São influenciados por interfaces dos SI

Tecnologia

• Meio de transformação e armazenamento dos dados
• Automação para eliminação do trabalho repetitivo e massivo
• Informatização dos processos
• Confiabilidade e Rapidez
• Hardware
• Software
• Armazenamento
• Comunicação

A visão dos 3 componentes de SI é apresentada numa perspectiva sociotécnica, ou seja, os Sistemas de Informação coordenam um arranjo perfeito entre a tecnologia, as organizações e as pessoas.
As tecnologias mais avançadas não têm valor se as organizações não puderem utilizá-las ou se as pessoas não se sentirem confortáveis ao usá-las.
Podemos dizer Sistema de informações um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões e o controle em uma organização.

Descrição das interfaces de um Sistema de Informação:

Pessoas

As pessoas são solucionadoras de problemas responsáveis pela análise dos muitos desafios enfrentados pelas organizações e pelo desenvolvimento de estratégias e planos de ação Sistemas de informação são umas de suas ferramentas, proporcionando as informações necessárias para as soluções. Elas refletem as decisões da administração e também servem de instrumento para mudar seu processo.

Organização

Os SI tem raízes nas organizações, são um produto de sua cultura, política, fluxos de trabalho e procedimentos operacionais padrão. São instrumentos para a mudança organizacional, possibilitando a transformação desses elementos organizacionais em novos modelos de negócios e rede terminando as fronteiras da empresa. Os avanços tecnológicos dos SI estão acelerando a tendência em direção às economias globalizadas, orientadas para o conhecimento, e às organizações achatadas, flexíveis e descentralizadas, que podem coordenar-se com outras organizações a grandes distâncias.

Tecnologia

A revolução da rede está em curso. A tecnologia de sistemas de informação não está mais limitada a computadores, mas consiste em um conjunto de tecnologias que habilitam a ligação de computadores em rede com a finalidade de trocar informações a longas distâncias e fora das fronteiras organizacionais. A Internet proporciona conectividade global e uma plataforma flexível para um fluxo de informações sem descontinuidade por toda a empresa e entre ela e seus clientes e fornecedores

-Formular a estratégia empresarial
-Monitorar a venda de produtos
-Expandir os canais de venda
-Formar comunidade on-line de clientes
-Emissor de boletos eletronicas

Pessoas
Organização
Tecnologia

Sistemas de Informação

Solução organizacional

-Vender Produtos eletronicamente
-Identificar boas oportunidades de vendas
-Fornecer informações on-line para clientes
-Oferecer testes on-line de produtos
- Aumentar as vendas

Problemas Organizacionais

-Queda na receita dos canais de venda tradicionais
-Queda na base de clientes
-Aumento dos custos

2.2 O Ambiente Empresarial Competitivo.

Quatro grandes mudanças de âmbito mundial estão alterando o ambiente empresarial:

1- Emergência e o fortalecimento da economia global (Globalização);

• Administração e controle de um Marketplace global.
• Concorrência em mercados mundiais.
• Grupos globais de trabalho.
• Sistemas globais de entrega.

2- Transformação de economias e sociedades industriais em economias de serviços;

• Economias baseadas no conhecimento e na informação.
• Novos produtos e serviços.
• Concorrência baseada no tempo.
• Vida mais curta do produto.
• Base limitada de conhecimento dos funcionários.

3- Transformação do empreendimento empresarial;

• Achatamento.
• Descentralização.
• Flexibilidade
• Independência da localização.
• Custos baixos de transação e coordenação.
• Trabalho colaborativo e em equipe.

4- Emergência da empresa digital.

• Relacionamentos com clientes e fornecedores e funcionários habilitados digitalmente.
• Processos centrais e negócios realizados via redes digitais.
• Administração digital dos principais ativos corporativos
• Percepção e resposta rápidas às mudanças ambientais.

2.3 A empresa digital emergente.

O uso intensivo da tecnologia da informação (T.I.) em empresas comerciais, desde a metade da década de 90, aliado à significativa remodelagem organizacional, criou condições para um novo fenômeno da sociedade industrial: a empresa digital. Esta empresa pode ser definida de acordo com
diferentes critérios. Ela é aquela em que praticamente todos os relacionamentos empresariais significativos com clientes, fornecedores e funcionários são habilitados e mediados digitalmente. Os processos de negócios essenciais são realizados por meio de redes digitais que abrangem toda a organização, ou que interligam múltiplas organizações.
As empresas digitais distinguem-se das tradicionais pela dependência quase total de um conjunto de tecnologias de informação para sua organização e administração. Para os gerentes de empresas deste tipo, a tecnologia de informação não é simplesmente útil, viabilizadora, mas sim o cerne da empresa, a ferramenta primordial de administração.

2.4 Exemplos de situações digitais nas empresas:

Finanças e Contabilidade
A tecnologia de Web sem fio tem sido a fonte de novos serviços financeiros. Investidores individuais podem usar seus telefones móveis para obter cotações de ações, negociar ações e notícias do financeiro.
Possibilita também uma velocidade maior no fluxo dos fundos, por prover recursos para cobrar e emitir faturas instantaneamente.
Recursos Humanos
A tecnologia de Internet criou novas ferramentas eficientes e efetivas para comunicação e coordenação de funcionários. Gerentes podem utilizar e-mail, bate-papo e mensagem instantânea para se comunicar com funcionários que estão em localidades diferentes. Empresas podem usar intranet para publicar boletins de funcionários, manuais de política, diretórios e outros documentos de recursos humanos.
Fabricação e Produção
Extranets são especialmente úteis para comércio colaborativo e gerenciamento da cadeia de suprimentos e são a plataforma primária para redes setoriais privadas. Muitas vezes são utilizadas para fornecer dados de disponibilidade de produto e preço e dados de expedição, para permutar ordens de compra e faturas e para executar atividades de desenvolvimento de produto em conjunto com outras empresas.
Vendas e Marketing
A web é um meio especialmente poderoso para vendas e marketing porque provê capacidades para personalização e interação com clientes que não podem ser encontrados em outros canais.

Exercícios de Fixação:
1) Defina sistemas de Informação?
2) Quantas são as atividades e quais são as atividades que produzem informação para as organizações?
3) Qual a importância do sistemas de informação nas organizações?
4) Explique a relação entre pessoas, organização e tecnologia?
5) Quais são as mudanças, estão alterando o ambiente empresarial e comente sobre elas.
6) O que se entende por empresa digital emergente?
7) Cite e comente 2 exemplos de situações digitais nas empresas.

domingo, 2 de novembro de 2014

Primeira Parte

Sistemas de informação
aplicados a logística

Introdução

Este resumo serve como material de apoio ao curso de Técnico Subsequente em Logística na Modalidade Presencial, portanto, o enfoque desta disciplina é Sistemas de informação aplicados a logística. Não se trata de um curso de Tecnologia da Informação (TI), nem de “informática”, computação ou de qualquer outra especialização técnica da área, mas sim, dos efeitos da aplicação da tecnologia da informação, ou da informatização dos processos nas decisões administrativas e gerenciais de uma organização no setor logístico.
Entretanto, não podemos discorrer sobre um processo de informatização sem entender a terminologia e as características de algumas tecnologias históricas e atuais, e mesmo de conceitos existentes na área da computação.
O objetivo é que o aluno entenda todo o processo de sistemas de informação no setor de logística para poder atuar nas grandes empresas.

1. Historia do computador

Nota: esse processo desencadeou uma revolta popular, pois temia-se que ele gerasse desemprego nas tecelagens.
1801 o tecelão francês, Joseph-Marie Jacquard, construiu uma máquina de tear comandada por cartões (ou placas) perfurados e enfileirados.
Com a utilização de placas perfuradas era possível controlar teares, que passavam a fazer desenhos préestabelecidos.
Dessa forma, Jacquard criava o que podemos considerar o primeiro sistema de armazenamento de informações para automação de funções.
1834 Charles Babbage inventava a Máquina Analítica (o projeto nunca foi concluído durante a vida de Babbage, devido às constantes inovações introduzidas).
Essa máquina possuía dispositivos de entrada para ler cartões perfurados com instruções a serem executadas.
Além disso, possuía unidade de memória na qual se guardavam informações para uso futuro e também um dispositivo de impressão de cartões.
Por esse projeto, Babbage é considerado, por muitos, o Pai do Computador.
Herman Hollerith, nos Estados Unidos, inventou uma máquina para auxiliar na tabulação dos dados do censo americano de 1890.
Com essa máquina os dados do censo americano foram processados em apenas seis semanas. O censo anterior havia consumido sete anos, utilizando o processo tradicional.
Hollerith foi o fundador da Tabulating Machine Company em 1826. Essa empresa cresceu e passou a chamar-se InternationalvBusiness Machines ou IBM.
1946 nos EUA surgia o ENIAC (Eletronic Numeric Integrator Analyser and Computer).
Ele contava com 18.000 válvulas, 10.000 capacitores, milhares de relês e resistores, além de milhares de quilômetros de fios e cabos.
O ENIAC ocupava 170 m, pesava 30 ton e conseguia efetuar 5000 operações por segundo, tendo sido projetado originalmente para cálculos de trajetórias de mísseis.
A evolução do computador 1968 Ted Hoff e seu time na Intel iniciam o desenvolvimento de um chip com 2.300 transistores em uma área de 3 x 4 mm.
Em 1971 é lançado comercialmente o Intel 4004
Com o avanço da indústria eletrônica, os circuitos integrados passaram a ser mais poderosos e mais baratos.
Em meados dos anos 1970 já era razoavelmente comum a utilização de calculadoras eletrônicas em cursos técnicos, por exemplo.
Em 1975 surgia o que podemos chamar de o primeiro microcomputador, produzido pela MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems).
O Altair 8800 podia ser encontrado tanto em kits para montar quanto já montado.
Com o lançamento do Altair 8800, Gates e Allen resolvem desenvolver uma versão do Basic (linguagem de programação) para ele.
Tendo sido aceitos para desenvolver a primeira linguagem de programação para o primeiro microcomputador, Gates larga Harvard e junto com Paul Allen funda a Microsoft.
Em 1976 Steve Wozniak e Steve Jobs lançavam o Apple, construído na garagem dos pais de Jobs.
Apple I - 1976
Apple II e II plus 1977 e 1979
Apple III e III plus1980
O Apple II foi um enorme sucesso comercial.
Em 1981 a IBM lançava o PC (Personal Computer), um microcomputador com maior capacidade de processamento do que o Apple II.
A Microsoft convenceu a IBM a adotar o seu sistema operacional DOS como uma das opções para o IBM-PC.
Fonte: Côrtes (2008)

1.2 Logística

Na sua origem, o conceito de Logística esteve ligado à operações militares de distribuição de suprimentos, transporte e armazenagem de materiais utilizados na guerra, e transporte de efetivos militares até o campo de batalha.
Segundo Ballou, “a logística no ambiente empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivo para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos” (1993, p. 17).
Mais recentemente, um novo conceito surgiu, a Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management), mais abrangente que a Logística Empresarial porque envolve a integração com os processos dos fornecedores da empresa, ou seja, “o longo caminho que se estende desde as fontes de matéria-prima, passando pelas fábricas dos componentes, pela manufatura do produto, pelos distribuidores, e chegando finalmente ao consumidor através do varejista” (NOVAES, 2001, p. 38).
Nesse contexto, as empresas procuram obter um alto nível de desempenho e redução significativa de custos. Para tanto, a Tecnologia da Informação (TI) é utilizada em larga escala e adquire importância sem precedentes, aperfeiçoando os processos de produção, distribuição, transporte, comunicação, comércio e finanças.

1.3 TI e Logística

O termo Tecnologia da Informação (TI) serve para designar o conjunto de recursos tecnológicos (hardwares, seus dispositivos e periféricos; softwares e seus recursos; rede de telecomunicação; sistemas de gerenciamento de dados e informações) utilizados para dar suporte para a geração e uso da informação.
Máquina (Hardware)
É um conjunto de circuitos elétricos (placas de circuitos integrados), processadores, chips, memórias, e dispositivos mecânicos de armazenamento de dados, que juntos constituem o que chamamos de computador, servidor, impressora, ou qualquer outro item funcional. Em uma organização, as máquinas centrais, onde estão centralizadas as informações, dados de usuários e sistemas, são denominadas de servidores.
Programa (Software)
É o conjunto de instruções que são escritas e concatenadas de maneira lógica pelos programadores, afim de resultar em ambiente de interação entre as máquinas e os humanos. Podem ser chamados de aplicativos ou sistemas, e normalmente possuem telas para entrada de dados e interação com os usuários. Realizam tarefas para as quais foram programados.
Linguagem de programação
É uma maneira lógica e formal empregada na elaboração de um programa. Existem diversas linguagens de programação, e cada uma possui comandos específicos. Os comandos devem seguir normas de escrita e de concatenação lógica que também são específicas de cada linguagem. Exemplos: HTML, C, PHP, JAVA, PASCAL, VISUAL BASIC, entre outras.
Código Fonte
É programa no seu estado não executável, onde é possível ler os comandos e a lógica escrita pelo programados na linguagem de programação em que foi concebido. Este é um exemplo de código fonte de uma página web (fonte: http://www.google.com.br) escrito na linguagem HTML e JavaScript:



<html><head><meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=UTF-8"> <title>Google</title><style><!--body,td,a,p,.h{font-family:arial,sans-serif;}.h{font-size: 20px;}.q{color:#0000cc;}//--></style><script><!-- function sf(){document.f.q.focus();} functionrwt(el,ct,cd,sg){el.href="/url?sa=t&ct="+escape(ct)+"&cd="+escape(cd)+"&url="+escape(el.href).replace(/\+/g,"%2B")+"&ei=5Jo5Q5GBHsj8aMikrPkI"+sg;el.onmousedown="";return true;}// --></script></head><body bgcolor=#ffffff text=#000000 link=#0000cc vlink=#551a8b alink=#ff0000 onLoad=sf() topmargin=3 marginheight=3><center><img src=/logos/7th_birthday.gif width=296 height=116 order=0 alt="Google's 7th Birthday" title="Google's 7th Birthday"><br><br><form action=/search name=f><script><!--function qs(el){if(window.RegExp&&window.encodeURIComponent) {var ue=el.href;varqe=encodeURIComponent(document.f.q.value);if(ue.indexOf("q=")!=-1){el.href=ue.replace(newRegExp("q=[^&$]*"),"q="+qe);}else{el.href=ue+"&q="+qe;}}return 1;}// --></script><table border=0 cellspacing=0 cellpadding=4><tr><td nowrap><font size=-1><b>Web</b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a id=1a class=qhref="/imghp?hl=pt-BR&tab=wi"onClick="return qs(this);">Imagens</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a id=2a class=qhref="http://groups.google.com.br/grphp?hl=pt-BR&tab=wg" onClick="return qs(this);">Grupos</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a id=3a class=qhref="/dirhp?hl=pt-BR&tab=wd" onClick="returnqs(this);">Diretório</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</font></td></tr></table><table cellspacing=0cellpadding=0><tr><td width=25%>&nbsp;</td><td align=center><input type=hidden name=hl value=pt-BR><input maxLength=256 size=55name=q value=""><br><input type=submit value="Pesquisa Google" name=btnG><input type=submit value="Estou com sorte"name=btnI></td><td valign=top nowrap width=25%><font size=-2>&nbsp;&nbsp;<a href=/advanced_search?hl=pt-R>Pesquisaavançada</a><br>&nbsp;&nbsp;<a href=/preferences?hl=pt-BR>Preferências</a><br>&nbsp;&nbsp;<a href=/language_tools?hl=pt-BR>Ferramentas de idiomas</a></font></td></tr><tr><td colspan=3 align=center><font size=-1>Pesquisar: <input id=all type=radio name=meta value="" checked><label for=all> a web</label><input id=lgr type=radio name=meta value="lr=lang_pt" ><label for=lgr> páginas emportuguês</label><input id=cty type=radio name=meta value="cr=countryBR" ><label for=cty>páginas doBrasil</label></font></td></tr></table></form><br><br><font size=-1><a href=/intl/pt/ads/>Soluções de publicidade</a> - <a href=/intl/pt-BR/about.html>Tudo sobre o Google</a> - <a href=http://www.google.com/ncr>Google.com in English</a></font><p><font size=-2>&copy;2005 Google</font></p></center></body></html>

O Código acima, quando executado pelo navegador (Internet Explorer, Firefox,
etc...) fica como demonstrado na Figura.





Ao desenvolver um sistema, a organização pode negociar ficar em poder do
código fonte. Somente com o código fonte em mãos, será possível realizar
alterações no sistema.
Executável Binário
Em alguns casos, para ser executado, o código fonte passa por um processo
denominado compilação, onde é transformado em um arquivo, no qual não se
pode mais enxergar o código fonte. Este arquivo pode ser executado pela
máquina. Na maioria dos casos os programas que executamos (Ex. Word,
Excel, OpenOffice, Mozilla, Internet Explorer, etc...) são arquivos binários.

Sistema

Em informática, é o termo utilizado para designar um conjunto de programas
escritos e compilados de tal maneira que atuam em conjunto para tornar as
máquinas (computadores ou servidores) funcionais e interativas, tanto entre si
como com os seres humanos. É um termo comumente utilizado para se referir
a um programa de computador que possua uma finalidade específica.
willinhares.blogspot.com.br 8

Sistema Operacional

É o programa para computador responsável por tornar o computador utilizável,
pois estabelece uma interface entre a máquina e o humano, e também entre a
máquina e outros programas. Controla os dispositivos, tais como teclado, disco
rígido, mouse, leitor de CD, etc... Exemplos: LINUX, UNIX, McOS, Windows.

Rede de Computadores

É uma tecnologia que permite interligar os computadores de maneira que
possam transferir dados entre eles, ou permitir a um computador acessar
serviços localizados em outro computador. Por exemplo, em uma rede
podemos ter vários computadores e apenas um impressora, e através desta
rede podemos permitir que todos os computadores imprimam nesta
impressora, a qual esta compartilhada por um único computador da rede. Este
computador que possui a impressora e permite que os outros imprimam nela
está atuando como servidor do serviço de impressão. Atualmente ma maioria
das redes utilizam-se cabos de cobre para a conexão entre os computadores
(ver Cabeamento Estruturado).

Cabeamento Estruturado

É um método de instalação dos cabos que interligam computadores em uma
rede interna ( localizada em um mesmo prédio), permitindo que os mesmos
possam ser utilizados tanto para computadores como para telefones, e
permitindo uma grande flexibilidade ao ocorrer remanejamento de ramais ou
computadores.
Entende-se por cabeamento estruturado aquele que é projetado de modo a
prover uma infraestrutura que permita evolução e flexibilidade para serviços de telecomunicações, sejam de voz, dados, imagens, sonorização, controle de iluminação, sensores de fumaça, controle de acesso, sistema de segurança, controles ambientais (ar-condicionado e ventilação) e considerando-se a quantidade e complexidade destes sistemas, é imprescindível a implementação de um sistema que satisfaça às necessidades iniciais e futuras em telecomunicações e que garanta a possibilidade de reconfiguração ou mudanças imediatas, sem a necessidade de obras civis adicionais.
Até o final dos anos 80 todos os sistemas de cabeamento serviam apenas a uma aplicação, ou sejam eram sistemas dedicados, estes sistemas eram sempre associados à um grande fabricante, que mantinha um tipo de processamento centralizado, isto gerava um grande problema, caso houvesse necessidade de migrar-se de uma aplicação para outra, abandonava-se o sistema antigo, e instalava-se um novo sistema, gerando um acumulo de cabos, terminações e equipamentos ociosos. As taxas de transmissão estavam limitadas ao no máximo 16MB/s.
No início de 1985, preocupadas com a falta de uma norma que determinasse parâmetros das fiações em edifícios comerciais, os representantes das indústrias de telecomunicações e informática solicitaram para a CCIA – Computer Communication Industry Association, que fornecesse uma norma que abrangesse estes parâmetros, ela solicitou então para a EIA – Electric Industry Association, o desenvolvimento desta norma, em julho de 1991 saía a 1ª versão da norma publicada como EIA/TIA 568, e subseqüentemente, vários boletins técnicos foram sendo emitidos e incorporados a esta norma. Em janeiro de 1994, foi emitido a norma que perdura até hoje e que saiu como EIA/TIA 568 A, sua versão foi atualizada em 2000.
Um sistema de cabeamento estruturado permite o tráfego de qualquer tipo de sinal elétrico de áudio, vídeo, controles ambientais e de segurança, dados e telefonia, convencional ou não, de baixa intensidade, independente do produto adotado ou fornecedor.
Este tipo de cabeamento, possibilita mudanças, manutenções ou implementações de forma rápida, segura e controlada, ou seja toda alteração do esquema de ocupação de um edifício comercial é administrada e documentada seguindo-se um padrão de identificação que não permite erros ou dúvidas quanto aos cabos, tomadas, posições e usuários.
Para estas características sejam conseguidas, existem requisitos mínimos relativos à distâncias, topologias, interconectividade e transmissão, permitindo desta forma que atinja-se o desempenho esperado.
Tendo base que um sistema de cabeamento estruturado, quando da instalação, está instalado em pisos, canaletas e dutos, este sistema deve se ter uma vida útil de no mínimo 10 anos, este é o tempo médio da vida útil de uma ocupação comercial.

Redes sem Fio (Wireless)

Atualmente a maioria das redes são construídas de tal maneira que os computadores devem estar interligados por cabos. Existem tecnologias novas que suprimem a utilização dos cabos, permitindo que os computadores permaneçam interligados através de ondas de rádio, permitindo uma maior mobilidade, como no caso dos microcomputadores portáteis (Notebooks), ou locais onde a instalação dos cabos não seja a melhor opção.

Cliente/Servidor

Trata-se de um conceito, onde existem duas partes envolvidas no processo técnico de operação de um sistema. De um lado, existe uma máquina que centraliza todos dados e sistemas, sendo chamado de “servidor”, e de outro lado, estão todas as máquinas que acessam este último através de uma conexão de rede (clientes) . O servidor é assim chamado pois possibilita a utilização de algum serviço, como por exemplo: espaço para armazenamento de arquivos, impressão de documentos, banco de dados, acesso compartilhado à Internet, contas de correio eletrônico, e muitos outros tipos de serviços.

Internet

É uma rede de computadores mundial, interligados entre si, e permitindo a troca de informações entre pessoas e instituições comerciais ou não. As informações podem ser acessadas de diversas maneiras. As mais comuns são pela WWW (World Wide Web), E-mail e por Mensagens Instantâneas (ICQ, Messenger)

Intranet

Em uma empresa, trata-se uma rede interna, que utiliza as mesmas linguagens, e tecnologias da Internet, possibilitando que os funcionários possam interagir com informações em interfaces semelhantes ás da Internet.

Extranet

É o acesso externo controlado a uma intranet. Ou seja, os usuários que estiverem fora da empresa, podem, através de uma conexão via internet, e de uma autenticação com nome de usuário e senha, acessar as informações da intranet.

E-mail

É um serviço de correio eletrônico (isto é, troca de mensagens ou arquivos em forma de correspondência intermediado por computador), onde as mensagens, ou arquivos são enviados pela intranet ou pela internet, permitindo a comunicação entre os usuários ou contas de correio eletrônicas cadastradas.

Web Site

A tradução literal seria “sítio ou local na teia mundial de computadores”, entretanto os usuários estão acostumados a chamar de “Site”, em inglês mesmo. É um espaço na Internet, destinado ao armazenamento de divulgação de informação. Está sempre associado a um endereço WWW (World Wide Web), que é um dos serviços existentes na Internet. Exemplo: http://www.ifmg.edu.br

Navegador

É um programa utilizado para acessar as informações da WWW (world wide web) na Internet.

Vírus e Anti-vírus

O temo vírus em informática refere-se a um programa desenvolvido para prejudicar, danificar, ou alterar indevidamente um sistema operacional, tornando o mesmo inutilizável ou lento. Este programa tem a capacidade de criar cópias dele mesmo e espalhar-se para outros computadores automaticamente, processo denominado de infecção. Anti-vírus, são programas desenvolvidos para eliminar os vírus de computador, identificando-os e apagando-os dos arquivos infectados

Office

É um pacote de programas utilitários, incluindo editor de texto, planilha de cálculo, programa para criação de apresentações em forma de slides, e em alguns casos, um pequeno gerenciador de banco de dados.
Programas de Código Aberto
Normalmente os programas para computador são desenvolvidos por empresas que cobram uma taxa para permitir a utilização pelos usuários (Licença de Uso). A maioria destes programas são fechados para visualização de como foram construídos, não podem ser modificados pelos usuários, e não podem ser estudados. Recentemente, com o advento da Internet, surgiram programas para computador desenvolvidos por colaboração entre programadores espalhados ao redor do mundo. Devido a esta técnica de desenvolvimento colaborativo, os programas ficam abertos para quem quiser contribuir. Ou seja, os códigos da linguagem de programação em que foram desenvolvidos podem ser visualizados, modificados e distribuídos livremente. O Linux, é um exemplo (trata-se de um sistema operacional), que foi inteiramente elaborado como código aberto, e pode ser uma opção para usuários que não podem pagar pelas licenças de uso do sistema operacional Windows.

Licença de uso GPL

É a licença de uso normalmente utilizada pelos programas de código fonte aberto. Este tipo de licença permite que o programa seja distribuído livremente, copiado e instalado em qualquer quantidade de computadores que o usuário ou a organização necessite. A sigla GPL significa General Public Licence – Licença Pública Geral), e pode ser visualizada na íntegra em: http://www.gnu.org/licenses/lgpl.txt. O Linux é um exemplo de programa distribuído sob a licença GPL.

Backup

É a atividade de realizar cópias seguras dos dados e arquivos da empresa, guardando-os em local seguro. Para isto são utilizados equipamentos especificamente desenvolvidos para esta finalidade. Estes equipamentos escrevem os arquivos a serem arquivados em uma mídia removível, como por exemplo, uma fica magnética, um CD, um DVD, etc.
Alta Disponibilidade
É um conceito que permite que os dados e arquivos ou serviços em rede de uma organização estejam sempre disponíveis para os usuários (24 h/dia), através minimização as falhas que ocorrem nas máquinas. Normalmente isto é obtido pela redundância de máquinas ou peças como HD, placa de comunicação em rede, processadores, fontes de energia e outros.

Voz Sobre IP

É a tecnologia que permite trafegar voz pela rede de computadores interna ou pela Internet. Esta tecnologia possibilita uma redução do custo das ligações interurbanas ou internacionais.

Firewall

É um programa que preserva a rede interna do acesso externo (por exemplo da Internet). Pode controlar o que pode ou não ser acessado na Internet, bloqueando ou liberando serviços conforme as necessidades da empresa.

Proxy

É um programa que controla o acesso à WWW, permitindo o bloqueio de “web sites” indesejados por palavra chave. Por exemplo, pode-se configurar no proxy que qualquer endereço contendo a palavra “esporte” não pode ser acessado. Sendo assim, os endereços “http://www.esporte.com.br” ou “http://www.uol.com.br/esporte” não poderiam ser acessados. Além disso é possível gerar relatórios de acesso por usuário, possibilitando à gerência monitorar o comportamento dos funcionários na Internet.

1.4 Uso dos recursos na Logística

O termo hardware passa essencialmente pelo conceito de equipamento, isto é, computadores e periféricos, e softwares são os programas utilizados pelos computadores para executar suas funções. Alguns hardwares utilizados em atividades logísticas são:

• códigos de barra, tecnologia de colocação de códigos legíveis por computador em itens, meio eficaz de identificar produtos mediante a conversão pelo computador da leitura feita por um sensor. Segundo Gonçalves (2007, p. 336), o código de barras é uma das mais importantes aplicações de hardwares na Logística, já que simplifica a entrada de dados nos sistemas informatizados e, consequentemente, facilita as operações nos pontos de vendas, despacho e recebimento de cargas;

• EPC (Eletronic Product Code),são etiquetas eletrônicas que servem como identificação por rádio freqüência, tecnologia bastante utilizada em itens de maior valor agregado;

• coletores de dados, amplamente utilizados no varejo, seja na entrada, na movimentação e na saída de produtos, contagem de estoque e inventários;

• sistemas de rádio freqüência (são constituídos de coletores de dados operados a distância);

• GPS (Global Positioning Systems), sistema de posicionamento global que possibilita ao usuário determinar sua posição tridimensional em qualquer lugar da Terra, utilizado para rastreamento de frotas.

Fonte: Adaptado de Feldens (2005) e Bandeira e Maçada (2008).

Segundo Vieira (2001), as aplicações de TI na Logística podem ser classificadas em quatro grupos:

• Planejamento
• Comunicação
• Controle
• Execução

Exercício de fixação:

1) O que era o ENIAC? E qual a sua importância?
2) Qual é a origem da logística e qual é o conceito utilizado hoje em dia?
3) Defina Hardware e Software.
4) Descreva uma rede de computadores.
5) Qual é a importância do cabeamento estruturado?
6) Existe redes sem fio? Como funciona?
7) Explique o que é servidor? Qual a utilidade de ter um servidor?
8) Diferencie Internet, Intranet, Extranet.
9) De exemplos de como podemos utilizar essa tecnologia na logística.



Referências Bibliográficas
ALVEZ, Maria E. Ballestero. Manual de organização, sistemas e métodos: abordagem teórica e prática da engenharia da informação. Rio de Janeiro: Atlas, 2010.
AUDY, Jorge Luis Nicolas. Fundamentos de Sistemas de Informação. Porto Alegre: Bookman, 2008.
LAUDON, Kenneth C. LAUDON, Jane P. Sistemas de informação gerenciais: administrando a empresa digital. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
MATTOS, Antonio Carlos M. Sistemas de informação: uma visão executiva. São Paulo: Saraiva, 2010.
AUDY, Jorge Luis Nicolas, BRODBECK, Ângela Freitag. Sistemas de Informação. Planejamento e alinhamento estratégico nas organizações. São Paulo: Bookman, 2003.
GOLDBARG, M. C.; LUNA, H.P. L. Otimização Combinatória e Programação Linear: Modelos e Algoritmos .Editora Campus, Rio de Janeiro, 2000.
BANZATO, Eduardo. Tecnologia da Informação Aplicada à Logística. São Paulo: IMAN, 2005.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O RELATÓRIO 


Exemplo de um relatório simplificado de auditoria feita em uma empresa multinacional no ramo de manutenção eletromecânica. Vamos considerar o nome dela como EMPRESA X, sendo que é bem comum ter esses problemas identificados na maioria das grandes empresas que tem uma numero considerável de colaboradores e vários almoxarifados, lembrando que esse relatório é bem especifico para situação que se encontrava a EMPRESA X e o que ela estava disposta a fazer devido reuniões anteriores. 
Além das falhas da gestão do almoxarifado por falta de estrutura para poder fazer uma controle mais eficiente, existe também a influencia da chefia que esta no campo (Supervisores e encarregados), que na dinâmica das atividades apenas fazem cobranças muitas fezes deixa de fazer a parte deles por não devolverem as ferramentas e equipamentos ficando guardados em malões em algum momento o material se torna indisponível em outras frentes de serviços.
A maneira mais apropriada para lidar com isso, é implantar um controle rigoroso, e dividindo também as responsabilidades na chefia do campo, que é a principal interessada no bom funcionamento do almoxarifados, como o almoxarifados tem eles como o principal cliente.   








Relatório de identificação de problemas, Plano de ação e sugestões de melhorias dos Almoxarifados da da EMPRESA X.

“Toda mudança requer sempre 3 fatores:
Coragem para enfrentar os desafios;
Humildade para aceitar o novo;
Perseverança para insistir na transformação.”

1º PROBLEMA IDENTIFICADO:

Falta do inventario real de todas as ferramentas e equipamentos (não existe um controle eletrônico, virtual, documental e físico) ;
Não se sabe o que nem o quanto tem de equipamentos e ferramentas da EMPRESA X ou Fornecedor;
Existe uma grande parte de equipamentos e ferramentas guardados em malões de supervisores;
Existe uma lista relativamente significativa de funcionários devendo ferramentas e equipamentos para o almoxarifado;
Não se sabe qual ferramenta e equipamentos pertence a qual almoxarifado;
Existe uma falha nas requisições de controle dos equipamentos e ferramentas. (Iremos tratar desse assunto mais a frente quando falamos de requisições);

STATUS DESSA SITUAÇÃO:

Critico.

Essa situação impacta nos gasto com materiais locados, e compromete o melhor uso dos recursos para os clientes (Todos colaboradores que fazem uso dos equipamentos e ferramentas para desenvolver as atividades manutenção).

PLANO DE AÇÃO:

Levantar todos os colaboradores que estão pendentes nos almoxarifados e solicitar providenciar legalização de sua situação. 
( Identificar o colaborador, saber função, identificar o líder e o supervisor que esteja subordinado);
Localizar e identificar todos os malões existentes da EMPRESA X, pedir que seja entregue aos almoxarifados para que sejam recolhidas todas as ferramentas e equipamentos para entrar no inventário. (Envolver os supervisores).
Montar uma equipe para fazer o levantamento do inventario (Utilizar além da mão de obra dos almoxarifados utilizar outros colaboradores da área);
Marcar dois dias mais tranquilos para fazer todo o levantamento de todos os almoxarifados;
Marcar os equipamentos dos almoxarifados com duas cores, uma cor identificando que foi feito a vistoria nos equipamentos e ferramentas (Estipulando um período periódico para fazer as vistorias), e a outra cor para identificar qual almoxarifado pertence aquela ferramenta e equipamento. (Fazendo isso obrigamos o colaborador entregar para o mesmo almoxarifado e almoxarife que pegou as ferramentas e equipamento);
Fazer um controle em planilhas, documental e físico de todas as ferramentas e equipamentos;

2º PROBLEMA IDENTIFICADO:

Falhas na gestão dos almoxarifados;
Trocas de almoxarifes dos almoxarifados;
Falhas na comunicação;
Desordem nas folgas e escalas.

STATUS DESSA SITUAÇÃO:

Moderado;

PLANO DE AÇÃO:

Controle mais rigoroso, criar lista de pendencia devedores do almoxarifado, onde ele fica bloqueado momentaneamente de pegar mais ferramentas e equipamentos, sendo avalizado apenas pelo seu supervisor;
Eliminar os rodízios desnecessários, deixar cada um em um almoxarifado fixo;
Estabelecer comunicação entre os almoxarifes e almoxarifados com relação às pendências e devedores de uma maneira mais dinâmica. (Arrumar rádios ou telefones com os almoxarifes e as lista de pendencias). Ter uma melhor comunicação horizontal e vertical;
Otimizar as escalas e as folgas.

3º PROBLEMA IDENTIFICADO:

Falha no arquivamento;
Falhas nas documentações de controle. (Requisições, Lista de pendencias, Documentos de autorização);
Falta de um relatório diário das situações mais importantes decorrentes do dia no Almoxarifado;
Falta de padronização dos almoxarifados.

STATUS DESSA SITUAÇÃO:

Critico.

PLANO DE AÇÃO:

Colocar um arquivo para montar uma pasta de cada colaborador com todo o seu histórico no almoxarifado. Criar uma pasta de pendencias com as fixas que tiverem abertas dos colaboradores devedores;
Reformular as requisições. (Colocar das de almoxarife que fez o atendimento, área que o colaborador esta trabalhando, nome do supervisor).
Criar lista de pendencia atualizada semanalmente.
Criar documento onde o supervisor avaliza o seu colaborador que esta devedor no almoxarifado;
Adotar um livro diário para fazer as anotações das coisas mais importantes do dia. (Abrir com a data do dia, colocar coisas como pedidos ferramentas ou equipamentos que esteja necessitando na área, recebimento de material, ferramenta ou equipamento danificado etc);
Padronizar todos os almoxarifados nas identificações, armazenamentos, documentos, pontos de energia para as maquinas de solda, lixadeiras e posturas dos almoxarifes.

4º PROBLEMA IDENTIFICADO:

Falta de ciclo de compras;
Falta de documentação de pedidos.

STATUS DESSA SITUAÇÃO:

Moderado.

PLANO DE AÇÃO:

Criar ciclo de compras. (Quinzenal ou mensal);
Criar requisição de compras e requisição de pedidos de ferramentas e equipamentos. (identificar o solicitante e o motivo).

5º PROBLEMA IDENTIFICADO:

Falta de um almoxarifado central.

STATUS DESSA SITUAÇÃO:

Moderado.

PLANO DE AÇÃO:

Criar um almoxarifado central. (Para estocar e controlar os materiais consumidos)

6º PROBLEMA IDENTIFICADO:

Atendimento nas paradas.

STATUS DESSA SITUAÇÃO:

Moderado.

PLANO DE AÇÃO:

O supervisor de cada área onde tiver a parada, disponibilizar um mecânico e um soldador no dia anterior da para serem separadas e testadas as ferramentas e equipamentos que serão utilizados. Colocaremos tudo dentro de um malão onde poderemos transportar com o caminhão em um horário previamente estabelecido.

7º PROBLEMA IDENTIFICADO:

Falta de controle de consumo.

STATUS DESSA SITUAÇÃO:

Moderado.

PLANO DE AÇÃO:

Controlar as saídas de matérias, identificando as áreas e os supervisores. Mensurando o consumo e o custo por equipe.

SUGESTÕES DE MELHORIAS:

1. Cada almoxarife ou almoxarifado deveria ter um radio um de comunicação ou um telefone para agilizar a comunicação.
2. Cada mecânico ter um kit com as ferramentas que mais são usadas nas execuções dos serviços.
3. Cada soldador ter sua maquina de solda com uma Esmerilhadeira 4 ½” e seus apetrechos.
4. Ter uma requisição de material de consumo especifica aonde já viria preenchida do campo para o almoxarifado com a solicitação dos materiais e assinadas pelo líder ou supervisor.
5. Estipular metas para as equipes dentro de um período.
6. Estabelecer bonificações para as metas alcançadas.
7. Criar um almoxarifado móvel, para atender demandas de turnos ou pequenas paradas.
8. Montar um kit para cada supervisor com extensão, mascara de proteção.
9. Cada almoxarifado ter uma um estoque mínimo de alguns EPI’S mais consumidos, tais como, protetor auricular tipo plug, mascaras PF1 e 2, luvas.